Política
CRE aprova indicação de Pedro Terra para embaixada do Brasil na Nova Zelândia
Diplomata terá missão de ampliar cooperação e comércio; nome segue para análise do Plenário do Senado
A busca por novos espaços de cooperação bilateral e a redução de barreiras comerciais estão entre as prioridades do diplomata Pedro Murilo Ortega Terra, indicado para chefiar a embaixada do Brasil na Nova Zelândia por até cinco anos. Terra foi sabatinado nesta quarta-feira (25) pela Comissão de Relações Exteriores (CRE) e teve seu nome aprovado por unanimidade, com 12 votos favoráveis. A indicação segue agora para apreciação no Plenário do Senado. Caso seja confirmado, Terra também representará o Brasil, de forma cumulativa, em Samoa, Reino de Tonga, Kiribati e Tuvalu.
O senador Chico Rodrigues (PSB-RR) relatou a indicação (MSF 83/2025), lida pelo presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS). Segundo Rodrigues, Brasil e Nova Zelândia mantêm relações diplomáticas desde 1964, com crescente aproximação política. Ele destacou que o fortalecimento dos laços é impulsionado pelo compromisso com a democracia, defesa dos direitos humanos e apoio ao multilateralismo.
“O fluxo comercial bilateral tem sido favorável para o Brasil. De janeiro a outubro de 2025, o país exportou mais de 103,5 milhões de dólares e importou 62 milhões. Entre os principais produtos exportados estão derivados de petróleo, café verde, suco de laranja e medicamentos. Nas importações, destacam-se produtos lácteos neozelandeses, medicamentos, sementes e pescados”, apontou o relator.
Em relação a Samoa, Tonga, Kiribati e Tuvalu, Chico Rodrigues ressaltou as limitações comerciais dessas ilhas, que possuem mercados reduzidos, com populações pequenas e de baixa renda. Além disso, esses países estão entre os mais vulneráveis aos efeitos das mudanças climáticas, como elevação do nível do mar, eventos extremos e degradação dos ecossistemas marinhos.
“Esse contexto geral merece a atenção do Brasil, que tem se destacado como liderança global em temas climáticos e ambientais”, afirmou o senador.
Trajetória diplomática
Pedro Terra nasceu em 1964, em Curitiba, e ingressou na carreira diplomática em 1991. No Itamaraty, já atuou como conselheiro na Embaixada do Brasil em Nova Délhi, cônsul-geral adjunto em Nova York e cônsul-geral em Cantão, além de ocupar cargos de direção no Ministério das Relações Exteriores para Rússia, China e Ásia Central.
“Estou à disposição das iniciativas do Senado e da diplomacia parlamentar, na esperança de que me caiba a honra de ser aprovado por esta Casa”, declarou Terra aos senadores.
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