Política

PF fornece protetor auricular a Bolsonaro para abafar ruído de ar-condicionado; Carlos critica

Filho do ex-presidente reclama de barulho e questiona providências adotadas pela Polícia Federal em Brasília.

14/01/2026
PF fornece protetor auricular a Bolsonaro para abafar ruído de ar-condicionado; Carlos critica
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Carlos Bolsonaro (PL), ex-vereador e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), usou as redes sociais para criticar as condições da prisão do pai, detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília (DF). Segundo Carlos, Bolsonaro recebeu protetores auriculares para amenizar o barulho intenso do ar-condicionado instalado próximo à sua sala, medida que ele considerou inadequada.

De acordo com Carlos, o ruído é "intenso" e "enlouquecedor", sendo exposto ao pai de forma contínua. Ele afirmou que as autoridades deveriam solucionar o problema na origem, em vez de fornecer apenas dispositivos para abafar o som, classificando a atitude como uma "irregularidade". A reportagem busca contato com a Polícia Federal para esclarecimentos.

"Diante da situação, em vez de eliminar a causa do problema, foi-lhe fornecido protetores auriculares como suposta medida", escreveu Carlos Bolsonaro em seu perfil no X (antigo Twitter).

"O fato, por si só, evidencia que os responsáveis têm plena ciência de mais essa irregularidade, mantendo a condição adversa e transferindo ao custodiado o ônus de suportá-la", acrescentou.

Carlos também afirmou que, além do ruído constante, o ex-presidente enfrenta "privação de descanso" e "ambiente hostil", ressaltando que nenhuma custódia "autoriza humilhação". "Providências urgentes precisam ser adotadas", cobrou o filho.

Jair Bolsonaro está preso na Superintendência da Polícia Federal desde o fim de novembro, após condenação pela Primeira Turma do STF por liderar uma organização criminosa em tentativa de golpe de Estado para se manter no poder. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses em regime fechado.

Familiares e aliados de Bolsonaro têm questionado reiteradamente as condições de encarceramento, especialmente diante do estado de saúde do ex-presidente.

Na última segunda-feira (12), o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) publicou vídeo alegando que Bolsonaro estaria submetido a condições mais restritivas do que as impostas ao ditador venezuelano Nicolás Maduro, preso nos Estados Unidos.

Na semana passada, Bolsonaro sofreu uma queda dentro da cela e foi atendido por médicos da própria corporação, sendo diagnosticado com traumatismo craniano leve. O ministro Alexandre de Moraes inicialmente negou a remoção hospitalar, autorizando a transferência apenas no dia seguinte.

A conduta motivou o Conselho Federal de Medicina (CFM) a instaurar sindicância sobre o atendimento, posteriormente anulada por Moraes, que também determinou que o presidente da entidade prestasse esclarecimentos à Polícia Federal.

Nesta terça-feira (13), a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) informou a abertura de procedimento para apurar as condições de saúde do ex-presidente, após receber ofícios do senador Izalci Lucas (PL-DF) e do deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO), que solicitaram providências sobre o caso.

(Colaborou João Pedro Bittencourt)