Poder e Governo

Entenda o que ocorreu neste domingo de eleições devido à confusão no transporte

Segundo turno de 2026 foi marcado por problemas nos transportes públicos e decisões emergenciais

Agência O Globo - 25/10/2026
Entenda o que ocorreu neste domingo de eleições devido à confusão no transporte
Entenda o que ocorreu neste domingo de eleições devido à confusão no transporte

Eleitores de todo o Brasil relataram problemas com o transporte público neste domingo (25), gerando uma verdadeira confusão nas zonas eleitorais. Em Salvador, cerca de 75 ônibus foram impedidos de sair da garagem neste segundo turno, levando o TRE-BA a emitir uma ordem de prisão para o secretário de Mobilidade, Pablo Souza, que se encontra em Paris, na França.

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No início da tarde, a coligação do atual presidente Lula (PT) solicitou ao STF a primeira extensão do horário eleitoral, válida para Bahia, especificamente para Salvador, Lauro de Freitas e Feira de Santana.

Um pedido semelhante foi encaminhado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas de maneira mais abrangente, incluindo municípios do Piauí, Paraíba, Paraná, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Alagoas, Pernambuco e Roraima.

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Lula concedeu entrevista em frente à sua residência em São Paulo, no bairro Alto de Pinheiros: "Não vamos permitir que haja roubalheira, que haja bandido, que haja um prefeito mau caráter e prefeito bandido, isso não vamos permitir. Portanto, está dado o aviso. Nós estamos pedindo prorrogação. Nós não vamos aceitar bandidismo, mau caratismo, nem de prefeito, nem de governador e nem de empresário. Essas pessoas precisam aprender a respeitar a democracia neste país", afirmou.

Em São Paulo, o diretório estadual do PT solicitou ao TRE-SP que o secretário Celso Caldeira, responsável pela secretaria municipal de Mobilidade Urbana e Transportes, e Victor Hugo Borges, presidente da SPTrans, fossem presos.

Além do pedido de prisão, o diretório também requisitou a extensão do horário de votação na cidade, uma vez que apenas 60% da frota estaria disponível, descumprindo diretamente a decisão da Justiça Eleitoral da última sexta-feira (23).

O juiz Tiago Ducati Lino Machado, da 1ª Zona Eleitoral de São Paulo, intimou a prefeitura e a SPTrans a prestarem informações sobre as denúncias de frota reduzida: "Em relação à oferta de ônibus municipais nos locais descritos na denúncia, determino a intimação dos requeridos, por meio eletrônico, para que prestem imediatas informações", afirmou.

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A campanha de Flávio também solicitou a extensão do horário.

Mais tarde, a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pediu o adiamento do horário de fechamento das urnas. O pedido urgente ao TSE visava prorrogar o fechamento da votação do segundo turno até as 19h em 17 municípios dos estados de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, afetados por fortes chuvas.

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Decisão do STF estende horário de votação, mas provoca confusão

Perto das 17h, horário oficial de início da apuração, o STF determinou a extensão da votação até as 19h em todo o país após denúncias de problemas no transporte de eleitores.

"Considerando a gravidade dos fatos narrados, que chegaram ao conhecimento do Supremo Tribunal Federal às 16:32:49 de hoje, e diante da urgência evidente na medida, determino prorrogação por duas horas, até as 19h, horário de Brasília, do encerramento do recebimento dos votos em todas as seções de todo o Brasil, cabendo ao TSE dar cumprimento", declarou Zanin em sua decisão.

Entretanto, a autorização de prorrogação do fechamento da votação até às 19h não chegou a tempo em algumas seções eleitorais do país. Em determinados locais, os boletins de urna já haviam sido impressos.

Por conta da decisão de Zanin, o TSE suspendeu a totalização dos votos do segundo turno das eleições presidenciais quando a apuração estava em cerca de 0,25%. Às 19h, a contagem recomeçou e segue até o momento.