Poder e Governo
Aliados de Flávio falam em 'interferência' de Zanin, enquanto apoiadores de Lula criticam 'demora' de Nunes Marques
Prorrogação da votação causou disputa nas redes sociais entre parlamentares da esquerda e da direita
Em meio ao imbróglio gerado no final da votação deste domingo, parlamentares de direita e integrantes da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL) acusaram o ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, de interferência no pleito. Por outro lado, representantes da esquerda e aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticaramm o ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pela demora em autorizar a extensão do prazo, mesmo diante de relatos sobre as dificuldades de deslocamento dos eleitores em pelo menos sete capitais brasileiras.
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"Decisão vergonhosa e intempestiva de um ministro do STF que era advogado do atual presidente, que toma decisão às 17 horas e um minuto após o encerramento das eleições", declarou no X o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio. O parlamentar também classificou a determinação como uma "ação inexequível para tumultuar o processo de uma eleição que eles já perderam no voto". Na mesma linha, o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) acusou Zanin, em um vídeo publicado nas redes sociais, de ter autorizado a prorrogação da votação para "criar uma narrativa" e tentar "ganhar no tapetão".
O senador Marcel Van Hattem (Novo-RS) afirmou que "o mesmo método usado hoje por Zanin de prorrogar a votação foi aplicado na Venezuela há dez anos". "Zanin está dando para Lula um caminho para anular as eleições?" questionou o ex-procurador da Lava-Jato e senador eleito pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo-PR).
Entre os aliados de Lula, o alvo das críticas foi Nunes Marques. "A atuação do presidente do TSE foi caótica ao longo de todo o processo eleitoral", afirmou José Guimarães, ministro das Relações Institucionais, em um post no X.
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Pela rede social, o deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) ressaltou que "o STF só agiu porque Nunes Marques não adotou medidas para garantir o direito de voto do eleitor". "Com o exército do Lula, ele agiu rápido para criar problemas em um caso em que ele nem tinha competência. Agora, ele foi a passo de tartaruga quando o povo estava sendo boicotado no transporte", criticou o deputado. A ex-ministra e deputada eleita Anielle Franco (PT-RJ) afirmou que o ministro "ignorou a urgência de milhares de brasileiros que lutavam para exercer seu direito ao voto".
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