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Após cerco da imprensa e rede sociais Flávio impõe condições sobre quebra de seu sigilo; Lula aceita

Flávio Bolsonaro impôs 19 condições para aceitar o desafio do presidente

Agência O Globo - 21/10/2026
Após cerco da imprensa e rede sociais Flávio impõe condições sobre quebra de seu sigilo; Lula aceita
- Foto: ANSA

O comando da campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva informou que aceita as condições impostas por Flávio Bolsonaro para a divulgação de sigilos bancários e telefônicos do candidato e de seus familiares.

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O senador Camilo Santana (PT-CE), que faz parte da coordenação da campanha petista, anunciou que será protocolado na quinta-feira, às 11h, um documento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reconhecendo as exigências de Flávio.

— O candidato a adversário protocolou no TSE, depois de três dias que o presidente fez o desafio para que ele pudesse abrir o seu sigilo bancário, fiscal e telefônico, colocando uma série de condicionantes numa tentativa de manobra em relação ao que havia sido colocado de forma muito objetiva para mostrar claramente quem é o ladrão e quem não é o ladrão nesse país. E todas as condicionantes que ele colocou, a única resposta que o presidente tem é dizer que não se opõe a absolutamente nada. Contanto que ele também cumpra e abra tudo.

Flávio Bolsonaro apresentou nesta quarta-feira uma lista de 19 condições para atender ao chamado do petista. São pedidos de acesso a informações financeiras, telefônicas e administrativas envolvendo o adversário na disputa do segundo turno, seus familiares e pessoas próximas ao governo. O documento foi juntado ao procedimento do PT protocolado junto ao TSE.

Entre as solicitações estão dados bancários e fiscais de empresas ligadas aos filhos de Lula, registros de encontros do presidente com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, informações sobre a lobista Roberta Luchsinger e despesas do cartão corporativo da Presidência. O senador também pede informações sobre voos da Força Aérea Brasileira (FAB), visitas aos palácios presidenciais e reuniões de pessoas próximas ao governo com autoridades.

Os pedidos estão divididos em quatro frentes na petição apresentada ao TSE. A primeira trata de empresas e pessoas ligadas à família do presidente e ao Instituto Lula. A segunda reúne informações sobre a relação do governo com Vorcaro. A terceira aborda Roberta Luchsinger e o caso das fraudes contra aposentados do INSS. A última trata de despesas custeadas com dinheiro público.