Poder e Governo

Eduarda Campopiano, deputada estadual mais votada de SP, associa povos indígenas a canibalismo

Aliada de Lucas Pavanato (PL), ela foi vereadora de Praia Grande e conquistou mais de 1,8 milhão de votos

Agência O Globo - 04/10/2026
Eduarda Campopiano, deputada estadual mais votada de SP, associa povos indígenas a canibalismo
Eduarda Campopiano,

Eduarda Campopiano, do PL, é a deputada estadual mais votada de SP, acumulando mais de 1,8 milhão de votos com 94% das urnas apuradas. Vereadora de Praia Grande, cidade da Baixada Santista, a parlamentar eleita é conhecida por seu estilo combativo nas redes sociais e já se envolveu em polêmicas. Durante uma participação em um podcast, ela associou indígenas a canibalismo e sacrifícios humanos.

Resultado das eleições 2026:

Derrota:

Eduarda é uma apoiadora de primeira hora de Lucas Pavanato, que disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo PL. Ambos ganharam espaço na política com estilos semelhantes. Assim como Pavanato, Eduarda aposta na pauta de costumes como sua principal bandeira de engajamento nas redes sociais. Ela se define como a “maior inimiga das feministas de SP”. A novata conquistou mais votos que o veterano Eduardo Suplicy (PT) nas últimas eleições para a Alesp, quando o petista atingiu 807 mil votos.

Crimes eleitorais:

Decisão de Nunes Marques:

Acusação de racismo

Eduarda nasceu em Campinas, no interior paulista, foi eleita vereadora de Praia Grande em 2024 e acumula mais de 2,3 milhões de seguidores no Instagram. Em maio deste ano, durante uma participação no podcast Redcast, foi acusada de racismo e afirmou ter sido vítima de importunação sexual durante a gravação. Na ocasião, ela participava de um debate que contava com “duas bruxas feministas” e “duas cristãs submissas”.

Famosos:

As convidadas debatiam temas religiosos quando a então vereadora proferiu uma fala polêmica sobre a colonização do Brasil: "A gente volta para os índios cometendo canibalismo aqui no Brasil. Glória a Deus que colonizaram. Glória a Deus que catequizaram as índias. Glória a Deus que a extrema direita chegou e falou para os índios: 'Galera, fazer sacrifício e comer o braço do irmãozinho não é legal, enterrar criança viva' ", disse.

No mesmo programa, Eduarda ouviu um comentário de cunho sexual de outra participante. A mulher, identificada como Savani Shakti, declarou que tinha vontade de "chupar" a vereadora. Na época, Eduarda informou que procurou a Delegacia de Defesa da Mulher de Praia Grande e registrou o caso como importunação sexual.