Poder e Governo

Eleições 2026: por que as filas para votação estão demorando tanto?

Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) argumenta que a necessidade de votar em dois senadores e eventuais problemas técnicos podem explicar demora

Agência O Globo - 04/10/2026
Eleições 2026: por que as filas para votação estão demorando tanto?
Eleições 2026: por que as filas para votação estão demorando tanto? - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

Você chegou para votar e percebeu que seu local de votação estava mais cheio do que o normal? Ou que ficou na fila mais tempo do que o esperado — uma ou até duas horas — para ouvir o famoso Pilili? Uma série de fatores, que vão desde o número de candidatos a serem escolhidos neste primeiro turno até a mudança de locais de votação no Rio de Janeiro, por questões de segurança, podem explicar essa situação.

Pesquisa de boca de urna:

Veja:

Nas Eleições de 2026, os eleitores escolherão seis candidatos: presidente, governador, dois candidatos para o Senado Federal, além de um deputado estadual e outro federal. Ao todo, são 19 algarismos para serem digitados — isso sem contar o tempo necessário para que os mesários confirmem os dados do eleitor e para a confirmação de cada voto na urna.

Para se ter uma ideia, na última eleição presidencial, em 2022, os brasileiros escolheram apenas um senador.

De acordo com o secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), Michel Marchetti Kowacs, o processo de votação leva cerca de um minuto e meio por eleitor.

— Com certeza, um dos principais motivos da fila é a questão do segundo voto para o Senado. Já imaginávamos que isso poderia gerar uma grande fila — afirmou Kowacs.

Nesse mesmo cenário, a falta de uma cola com os números dos candidatos também pode ter contribuído para emperrar o processo.

Mudança de local

No Rio, um outro ponto a ser considerado foi a mudança de endereço em dezenas de seções, em alguns casos por questões de segurança, para evitar áreas controladas pelo tráfico de drogas ou milícias.

O TRE-RJ alterou mais de 70 locais de votação, o que afetou cerca de 202 mil eleitores de 20 cidades, como a própria capital, mas também Nova Iguaçu e São João de Meriti, na Baixada Fluminense, e Cabo Frio e Rio das Ostras, na Região dos Lagos.

Além disso, é preciso considerar os eventuais problemas técnicos que demandam a substituição de urnas.

— Se acontece no começo da votação, se já houver muita gente na fila, se houver uma contingência que atrase um pouco mais, por exemplo, 20 minutos, é algo que impacta bastante na fila — observou o secretário de Tecnologia do TRE-RJ, considerando o tempo de deslocamento de um técnico ou de um equipamento.

Vale mencionar que a logística para a substituição também varia conforme a zona eleitoral. Enquanto lugares maiores têm urnas de contingência disponíveis para atendimento mais rápido, áreas mais afastadas podem necessitar que um técnico se desloque até a seção.

Segundo o 2º Boletim do TSE, publicado às 14h30, o Rio registrou 121 urnas substituídas — ao todo, há 6.514 de contingência. O boletim mais recente, publicado às 15h30 pelo site do Tribunal, apresentou erro de carregamento.

As urnas eletrônicas começam a ser apuradas às 17h deste domingo (dia 4), horário de Brasília, conforme informou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

(*Estagiários sob supervisão)