Poder e Governo

Brasileiros no exterior: Lula vence em 25 países e Flávio em 8. Saiba como foram resultados

Paris e Lisboa tiveram longas filas para votação

Agência O Globo - 04/10/2026
Brasileiros no exterior: Lula vence em 25 países e Flávio em 8. Saiba como foram resultados
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/PR

A votação para as eleições presidenciais brasileiras já terminou em 33 países. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, venceu em 25 países, segundo o g1. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL) ganhou em oito países por enquanto. Veja abaixo como foi a votação.

Eleitores relatam filas e demora em votação no Rio;

Candidatos a governador do Rio:

Torcida:

Em capitais onde é grande a quantidade de eleitores brasileiros, houve filas extensas. Em Portugal, milhares de brasileiros formaram longas filas logo na abertura das urnas para a votação, que tem seções em Lisboa, Faro e no Porto. A votação no país começou às 8h (4h de Brasília), assim como em Paris.

Ao todo, 134.797 brasileiros estão aptos a votar em Portugal, o segundo maior eleitorado brasileiro fora do país, atrás apenas dos Estados Unidos. Em Lisboa, são 78.833 eleitores habilitados, distribuídos por 207 seções de votação.

Eduardo Paes:

Douglas Ruas:

O primeiro país a concluir a votação foi a Nova Zelândia, 01h deste domingo (horário de Brasília, 17h no horário local). Lula teve 70,48% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro contabilizou 19,28%. Após o término do período, as seções já disponibilizavam os resultados apurados das urnas.

Duas horas depois, foi a vez da Austrália recolher as urnas. Lá, Lula teve 53,98% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro teve 30,52%. O Ministério das Relações Exteriores do Brasil apontou que havia 14.070 brasileiros registrados na jurisdição do Consulado-Geral do Brasil em Sydney, 9.718 deles na cidade e outros 4.352 em Brisbane.

Já na China, 56,63% dos eleitores votaram no presidente, enquanto Flávio 31,33%.

No Japão, Flávio abarcou 71,59% e Lula, 15,20%. Segundo relatos ouvidos pela reportagem do GLOBO, havia muitas filas nos locais de votação no início da manhã, o que tornou o processo muito demorado.

"Como fui votar pela parte da manhã em Tóquio, teve bastante fila. Sinto que as pessoas que estavam dando assistência antes de entrar estavam um pouco confusas em como orientar as pessoas em relação aos documentos, em especial, idosos, e isso causou um aumento nas filas", contou o estudante brasileiro Daniel Wassano, de 22 anos.

Entenda:

Pesquisa de boca de urna:

Desde o início do ano no país, ele conta que muitos dos eleitores tiveram dificuldade em compreender e seguir as orientações repassadas pelo Consulado, que, segundo ele, havia anunciado que os eleitores poderiam ter levado "uma grande variedades de documentos para poder votar".

"Porém, deixou alguns voluntários confusos sobre como orientar [os eleitores]. Um caso que presenciei foi uma senhora que havia levado apenas seu passaporte para a eleição, e pediram para a senhora o CPF dela, que não soube informar, e os voluntários ficaram em dúvida sobre como lidar com a situação. Então isso causou um atraso na fila da minha seção", disse.

Manifestações no exterior

Nas redes sociais, eleitores brasileiros têm compartilhado imagens das filas e das manifestações em frente aos locais de votação no exterior. Diferentemente do que ocorre no Brasil, onde a legislação eleitoral proíbe a boca de urna e outras formas de propaganda no dia da votação, os brasileiros que votam fora do país estão sujeitos também às regras e à fiscalização das autoridades locais.

Com isso, cenas de apoiadores usando camisetas, carregando placas e faixas e cantando em favor de candidatos têm circulado nas redes sociais durante a votação.