Poder e Governo

Paes acusa candidatura adversária de distribuir dinheiro vivo nas eleições e diz ter levado informações à PF

Em publicação no X, candidato ao governo do Rio afirma ter recebido informações sobre possível compra de votos; procurador eleitoral confirma investigação da PF sobre o uso de dinheiro em espécie

Agência O Globo - 02/10/2026
Paes acusa candidatura adversária de distribuir dinheiro vivo nas eleições e diz ter levado informações à PF
Eduardo Paes - Foto: Reprodução

O candidato ao governo do Rio, Eduardo Paes (PSD), afirmou, na noite desta quinta-feira (1), que uma "candidatura adversária" estaria distribuindo dinheiro em espécie na reta final da campanha eleitoral. Em publicação no X, Paes disse ter repassado à Polícia Federal informações sobre pessoas e empresas que, segundo ele, estariam envolvidas no esquema.

Em entrevista ao podcast Flow:

Eleição para presidente:

"Só um registro importante para a Polícia Federal: tenho informações muito firmes de que uma candidatura adversária está circulando dinheiro vivo à vontade", escreveu Paes. Na publicação, o candidato também afirmou que já havia encaminhado à PF dados sobre pessoas e empresas com interesses no estado.

Veja:

Disputa chega à reta final em meio à crise política

A declaração ocorre na reta final do primeiro turno, em uma eleição marcada por uma crise política que atingiu o governo do Rio. O estado é comandado interinamente pelo presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto, depois que Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo em março. Castro deixou o governo na véspera de ser condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

A disputa também é marcada pelos embates entre Paes e o presidente da Alerj, Douglas Ruas (PL), que aparece em segundo lugar nas pesquisas. No Datafolha divulgado nesta quinta-feira (1), Paes tinha 42% das intenções de voto, contra 31% de Ruas. Anthony Garotinho (Republicanos) aparecia com 7%.

Desde o início da campanha, Paes tem buscado associar Ruas ao grupo político que comandou o estado durante a gestão Castro. O candidato do PL, por sua vez, tem negado irregularidades e adotado uma estratégia de aproximação com o bolsonarismo. A publicação desta quinta-feira, no entanto, não cita Ruas, Castro ou qualquer outro candidato nominalmente.

Sobre a acusação feita por Paes, O GLOBO procurou a Polícia Federal para saber se recebeu as informações mencionadas pelo candidato, se há investigação relacionada ao caso e quais diligências estão sendo realizadas. A reportagem também procurou a equipe de Paes para obter detalhes sobre os dados encaminhados à PF. Até a publicação, não houve resposta.