Poder e Governo

Eduardo Paes e Douglas Ruas se enfrentam em debate da Globo com menções a Lula, Cabral, Castro e Bacellar

Encontro a cinco dias da votação reuniu ainda Anthony Garotinho (Republicanos), William Siri (PSOL) e André Marinho (Novo)

Agência O Globo - 30/09/2026
Eduardo Paes e Douglas Ruas se enfrentam em debate da Globo com menções a Lula, Cabral, Castro e Bacellar
Paes e Ruas - Foto: Reprodução

O debate da Globo com os candidatos ao governo do Rio teve um embate direto entre Eduardo Paes (PSD) e Douglas Ruas (PL) logo no início, e o confronto seguiu como protagonista ao longo do encontro. Ao questionar o ex-prefeito sobre transporte público e a promessa da linha 3 do metrô, o presidente da Assembleia Legislativa o classificou como parte da "velha política" e citou o presidente Lula (PT) e o ex-governador Sérgio Cabral. Ruas também buscou se apresentar como aliado do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL).

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Pesquisa Quaest Rio: Eduardo Paes tem 34%, contra 25% de Douglas Ruas a cinco dias da eleição.

— Nos últimos 20 anos, todos os candidatos a governador estiveram na minha cidade (São Gonçalo) e prometeram a linha 3 do metrô. O senhor Sérgio Cabral, o Luiz Inácio Lula da Silva e o Eduardo Paes, que já governava o Rio e também participava dessa pajelança — alegou Ruas: — Quem deu o primeiro passo nesse sentido foi o senador Flávio Bolsonaro, que colocou recursos de emendas na UFRJ para realizar essa obra.

Paes, então, rebateu e mencionou políticos aliados de Ruas até poucos meses atrás, entre eles Cláudio Castro (PL), de quem o candidato foi secretário.

— Acabou de falar o secretário das Cidades do Cláudio Castro, o reserva do Rodrigo Bacellar. Substituiu o Rodrigo Bacellar na presidência da Alerj e na candidatura ao governo do estado — disse Paes: — Como secretário do Cláudio Castro, não fez uma obra de mobilidade. Não priorizou a Baixada. Mesmo com um volume absurdo de recursos.

O candidato do PSD também aproveitou a pergunta seguinte, sobre emprego e dirigida a William Siri (PSOL), para continuar vinculando Ruas a Castro e ao também ex-governador Wilson Witzel.

Além deles, participaram do encontro Anthony Garotinho (Republicanos) e André Marinho (Novo). Foi com Marinho que Ruas fez uma "dobradinha" no tema educação para criticar Paes e defender a ampliação do modelo de escolas cívico-militares.

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Embora Paes seja o candidato de Lula no Rio, coube a Siri defender o petista e atacar Flávio Bolsonaro, chamado por ele de "miliciano bandido" que estaria "fazendo de tudo para travar o fim da escala 6x1" durante embate com Ruas, principal alvo do psolista.

— Mas parabéns por assumir o apoio ao Lula. Tem gente que recebe o Lula, faz agenda e nem posta. Eu não escondo o Flávio Bolsonaro. O Paes tem o Lula e cisma em esconder. Sequer fez uma postagem nas redes depois da carreata (em São Gonçalo) — disse o candidato do PL.

O ex-prefeito carioca se defendeu:

— Temos aqui o tempo todo tratado de discutir o estado do Rio. Por que eu não fico com o papo deles de Bolsonaro, de Lula? Porque aqui tem um governador que quer tratar desse lugar aqui, desse mapa.

Um novo confronto entre Paes e Ruas aconteceu quando o político do PL abordou políticas para mulheres e reservou os segundos finais para lembrar a acusação contra o candidato do PSD ao Senado, Pedro Paulo, de violência doméstica, arquivada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O ex-prefeito retrucou evocando um processo do mesmo tipo envolvendo o irmão de Ruas.

Nova pesquisa.

A nova pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (29) mostra o ex-prefeito do Rio na liderança, mas com Ruas encurtando a distância. Paes tem 34% das intenções de voto, contra 25% do candidato do PL.

A diferença entre eles, que era de 13 pontos na semana passada, agora é de nove pontos. O encurtamento é ainda mais significativo na comparação com a semana final de agosto, quando o ex-prefeito chegou a ter 23 pontos de vantagem no primeiro turno.

Em relação ao levantamento anterior, divulgado no dia 23 de setembro, Paes oscilou dois pontos para baixo, enquanto Ruas avançou dois para cima. O movimento ocorreu dentro da margem de erro, que é de três pontos para mais ou menos.

Em patamar inferior, o ex-governador Anthony Garotinho (Republicanos) registra 9% das intenções de voto. A candidatura dele, no entanto, foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) por causa de uma condenação por improbidade administrativa e depende de recursos para continuar válida. O mesmo tribunal negou embargos, e a defesa do ex-governador afirmou que recorrerá ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Outros quatro candidatos — Cyro Garcia (PSTU), William Siri, Coronel Busnello (Missão) e Juliete Pantoja (UP) — têm 1% cada. Os eleitores que dizem que não vão votar ou que votarão em branco ou nulo somam 14%, mesmo percentual dos indecisos. André Marinho e Luan Monteiro (PCO) não pontuaram.