Poder e Governo
Internada, Michelle faz tratamento com medicamentos desde agosto, quando crise de enxaqueca a tirou de convenção do PL
Ex-primeira-dama teve primeiro episódio agudo há cerca de dois meses e chegou a passar por bloqueio anestésico; nesta terça-feira, voltou ao DF Star e ainda não tem previsão de alta
Internada nesta terça-feira no Hospital DF Star, em Brasília, após uma nova crise aguda de enxaqueca, Michelle Bolsonaro faz tratamento com medicamentos para o problema desde o início de agosto. Na ocasião, a ex-primeira-dama teve um quadro de cefaleia que a fez faltar à convenção do PL do Distrito Federal, que confirmou sua candidatura ao Senado e contou com a participação de Flávio Bolsonaro (PL).
Desde a primeira internação, Michelle mantém tratamento com medicamentos fitoterápicos para tentar controlar as crises, segundo aliados. Pessoas próximas à ex-primeira-dama relatam que os episódios são de enxaqueca com aura e que, nos momentos mais intensos, ela pode ter dificuldade para desempenhar atividades habituais.
Aliados também relatam que períodos de maior estresse estão entre os fatores associados ao agravamento das crises de Michelle. A ex-primeira-dama atravessa desde agosto uma rotina mais intensa em razão da campanha eleitoral, com compromissos relacionados à própria candidatura ao Senado e a conciliação dos cuidados com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. Pessoas próximas afirmam, porém, que ela vinha conseguindo manter suas atividades entre os episódios mais agudos.
Mesmo com o tratamento mantido há cerca de dois meses, Michelle voltou a apresentar nesta terça-feira um quadro semelhante ao registrado em agosto. Ela deu entrada no DF Star pela manhã, foi medicada e submetida aos procedimentos adotados na crise anterior, segundo sua assessoria. Ainda não há previsão de alta.
Em nota, o hospital informou que a ex-primeira-dama apresenta “enxaqueca refratária ao tratamento clínico ambulatorial iniciado há dois meses” e está sendo submetida a tratamento clínico especializado.
A primeira internação ocorreu no início de agosto. Michelle deu entrada no hospital no sábado, véspera da convenção do PL-DF, após apresentar um quadro de cefaleia. Com a persistência dos sintomas, foi submetida no domingo a um procedimento de bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos.
Naquela ocasião, a intensidade da crise e os efeitos dos medicamentos comprometeram a rotina da ex-primeira-dama. Aliados relataram que ela ficou sonolenta após a medicação e, por isso, não compareceu à convenção, realizada em um parque de Brasília.
O evento confirmou sua candidatura ao Senado e teria ainda um componente político: seria o primeiro encontro público entre Michelle e Flávio depois de as rusgas entre os dois terem vindo a público. A ex-primeira-dama havia exposto, no fim de junho, divergências com o enteado sobre a montagem do palanque do PL no Ceará. Flávio posteriormente pediu desculpas à madrasta, que aceitou publicamente.
Na convenção, Flávio mencionou a ausência de Michelle durante seu discurso e desejou sua recuperação.
— Quero desejar melhoras para Michelle, que ela se recupere rápido. Há pouco tempo nossa filha também teve essas enxaquecas fortes e fez o mesmo tratamento — afirmou.
Mesmo hospitalizada, Michelle participou do evento por meio de uma carta lida no palco por seu irmão Diego Torres, escolhido como suplente de sua chapa. No texto, declarou apoio à candidatura presidencial de Flávio e afirmou que os dois caminhariam juntos na campanha.
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