Poder e Governo
Lula prepara novo encontro com PIB às vésperas do primeiro turno; jantar será em São Paulo
Expectativa é que o petista faça novos acenos sobre controle das contas públicas
A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva prepara um novo jantar entre o petista e empresários e nomes do mercado financeiro. Dessa vez, o encontro ocorrerá em São Paulo, na próxima sexta-feira, e está sendo organizado pelo ministro de Indústria e Comércio, Márcio Elias Rosa, e o coordenador do grupo Prerrogativas, Marco Aurélio de Carvalho, no hotel Tivoli Mofarrej. Os convites estão sendo disparados para líderes de diversos setores produtivos.
A expectativa é que Lula faça novos acenos sobre controle das contas públicas diante do cenário fiscal do país e com a trajetória da dívida pública, que passou da marca de 82% do PIB no atual governo — um aumento de 10 pontos percentuais ao longo do mandato.
O discurso que Lula fará no encontro será afinado entre o presidente e integrantes da coordenação da campanha após o retorno do petista de viagem a Nova York, onde participará da abertura da assembleia-geral das Nações Unidas.
Realizado no Palácio da Alvorada em 31 de agosto, o primeiro ocorreu com um grupo de 16 empresários, entre os quais os irmãos Joesley e Wesley Batista, da holding J&F; José Seripieri Júnior, dono da Amil; Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho de administração do Bradesco; André Esteves, presidente do conselho de administração do BTG; e Rubens Ometto, da Cosan. Este primeiro encontro foi articulado pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, e pelo presidente do PT, Edinho Silva.
Lula tem tentado conter um clima de críticas de empresários, banqueiros e economistas à sua política econômica. A agenda em São Paulo com integrantes do PIB deve ser mesclada com caminhadas de Lula na periferia da capital, onde a campanha petista concentrará esforço nos dias que antecedem o primeiro turno.
No primeiro jantar, de acordo com colunista Fabio Graner, ministros do governo reforçaram o compromisso com um ajuste fiscal da ordem de dois pontos percentuais do PIB ao longo de um eventual quarto mandato. Entre empresários e o presidente, houve unanimidade mesmo foi sobre a urgência de se reduzir os juros. Lula, por sua vez, também colocou que a responsabilidade fiscal não se sobreporá à sua agenda social.
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