Poder e Governo
Escolha de substituto de Castro no Rio depende de pesquisa interna e aval de Bolsonaro
Entre os nomes cotados estão os deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, além do senador Carlos Portinho
A definição do candidato que substituirá o ex-governador Cláudio Castro (PL) para a disputa ao Senado pelo Rio de Janeiro será pautada por uma pesquisa interna, contratada a pedido do senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento irá testar os nomes do líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), do deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ) e do senador Carlos Portinho (PL-RJ), que recentemente voltou a ser cogitado após ter renunciado à reeleição no mês passado. A decisão final caberá ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conforme integrantes do partido.
A vaga na chapa majoritária ficou em aberto após Cláudio Castro anunciar, em vídeo nas redes sociais, a desistência da pré-candidatura ao Senado. A decisão ocorre em meio ao avanço das investigações sobre o caso Master e a Refit, que têm Castro como um dos alvos. Inicialmente, ele havia sido lançado para a disputa ao lado do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União), compondo a chapa encabeçada por Douglas Ruas (PL), atual presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
Com a saída de Castro, o PL fluminense trabalha para anunciar um novo nome ainda nesta semana, oferecendo ao partido cerca de três meses até as eleições, segundo afirmou Carlos Jordy em conversa com jornalistas durante agenda no Rio ao lado de Flávio Bolsonaro.
— Já me coloquei como pré-candidato há muito tempo, inclusive quando Castro era o favorito e o candidato da sigla. Mas outros nomes surgiram, como o próprio Portinho, que havia desistido para concorrer à Câmara dos Deputados, e depois Sóstenes — afirmou Jordy. — Flávio levou os três nomes ao presidente Bolsonaro, que sugeriu a realização de uma pesquisa para definir o nome mais viável eleitoralmente para substituir Castro.
Sobre o impacto da mudança na composição da chapa de Douglas Ruas, Jordy acredita que a escolha de um novo nome para o Senado será positiva, especialmente após o ex-governador passar a ser investigado.
— Tenho certeza de que um nome novo, não associado às questões que prejudicaram a campanha de Castro, terá impacto positivo. Tenho respeito por ele, mas sabemos que sua imagem foi afetada pelas notícias recentes — declarou.
Sóstenes Cavalcante ressaltou que a escolha dependerá do aval de Bolsonaro e negou que haja disputa interna no PL pela indicação.
— Não se trata de discussão, mas de uma decisão interna do partido. Todos sabem que quem define as vagas para o Senado é o presidente Bolsonaro. Não houve sinalização de quem será o escolhido. Sinto-me lisonjeado por meu nome estar sendo avaliado, mas sigo tranquilo com minha pré-candidatura a deputado federal — afirmou Sóstenes.
Na mesma ocasião, Carlos Portinho declarou que voltou a colocar seu nome à disposição após anunciar, em abril, a pré-candidatura a deputado federal.
— Deixei o nosso pré-candidato Flávio à vontade. Fiz um gesto e farei quantos forem necessários, pois o mais importante é elegê-lo presidente do Brasil e tirar o atual governo do poder — disse Portinho.
Os integrantes do PL reforçam que a vaga é do partido e afastam a possibilidade de Felipe Curi (PP), ex-secretário da Polícia Civil do Rio, ser o escolhido. Essa hipótese só seria considerada caso Márcio Canella desistisse de sua candidatura, abrindo espaço para a federação União Progressista.
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