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Cirurgia no ombro de Bolsonaro é realizada sem complicações, informa hospital

DF Star afirma que ex-presidente está sob observação clínica e controle de dor após procedimento

Agência O Globo - 01/05/2026
Cirurgia no ombro de Bolsonaro é realizada sem complicações, informa hospital
Cirurgia no ombro de Bolsonaro é realizada sem complicações, informa hospital - Foto: © ANSA/EPA

A cirurgia no ombro direito do ex-presidente Jair Bolsonaro foi realizada sem complicações, conforme boletim médico divulgado pelo Hospital DF Star. O procedimento, que incluiu o reparo artroscópico do manguito rotador direito, ocorreu na manhã desta sexta-feira (7) e teve duração aproximada de cinco horas, incluindo o período pré-operatório.

“O hospital DF Star informa que o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia de reparo artroscópico do manguito rotador à direita, sem intercorrências. No momento, encontra-se internado em unidade de internação para controle de dor e observação clínica”, informa o boletim médico.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o fim de março, após ter passado duas semanas internado no mesmo hospital para tratamento de broncopneumonia. O pedido para a cirurgia foi realizado pela defesa do ex-presidente ao Supremo Tribunal Federal (STF) em 21 de abril, alegando dores decorrentes de uma queda ocorrida no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Segundo documentos médicos apresentados ao STF, Bolsonaro apresenta lesões no ombro direito que interrompem intervenção cirúrgica para peças do manguito rotador e de estruturas associadas.

De acordo com o pedido ao ministro Alexandre de Moraes, o ex-presidente faz uso diário de analgésicos. Exames físicos e de imagem revelam lesão de alto grau no tendão do supraespinhal, além de comprometimento do tendão do subescapular, subluxação do bíceps e outras lesões associadas.

Os relatórios médicos apontam que Bolsonaro sofre dores recorrentes e intermitentes, tanto em apoio quanto ao movimentar o braço direito.

O argumento defendeu ao STF que o procedimento tem caráter “estritamente humanitário e sanitário”, visando preservar a integridade física, a funcionalidade do membro, a qualidade de vida e a dignidade do paciente. Os advogados sustentaram que a manutenção do quadro clínico poderia restringir o direito fundamental à saúde.

Na decisão que autorizou a cirurgia, o ministro Alexandre de Moraes também permitiu que Michelle Bolsonaro acompanhasse o ex-presidente durante todo o período de internação. As visitas, incluindo advogados e demais familiares, permanecem suspensas, salvo nova autorização judicial.

O ministro do STF determinou ainda que o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal fosse responsável pela escolta de Bolsonaro no trajeto entre a residência e o hospital, bem como no retorno.

“O 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, responsável pela fiscalização da prisão domiciliar, deverá adotar as providências necessárias para a escolta de custódia no trajeto de sua residência ao hospital e no retorno, bem como para garantir a segurança e a vigilância ininterrupta durante todo o período de internação hospitalar, evitando-se o acesso de pessoas não autorizadas e garantindo o cumprimento de todas as medidas cautelares que continuam em vigor”, determinou Moraes.

O ministro também localizou que a defesa de Bolsonaro deverá apresentar, no prazo de até 48 horas após a cirurgia, um relatório detalhado sobre o procedimento realizado.

Alerta : "O descumprimento de qualquer uma das condições aqui condicionais ou das demais regras da prisão domiciliar humanitária implicará na imediata reavaliação da medida e adoção das disposições cabíveis", ressaltou o ministro.

A rotina de Bolsonaro em casa envolve acompanhamento médico constante e, segundo apuração de O GLOBO, um aumento da tensão entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos do ex-presidente, em um momento de restrição de acesso ao ex-mandatário.