Poder e Governo

Bolsonaro é internado em Brasília para cirurgia no ombro

Internação foi autorizada por Moraes após ex-presidente relatar dores provocadas por queda na prisão

Agência O Globo - 01/05/2026
Bolsonaro é internado em Brasília para cirurgia no ombro
O ex-presidente Jair Bolsonaro - Foto: Reprodução / Agência Brasil

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi internado nesta sexta-feira, no Hospital DF Star, em Brasília, para realizar uma cirurgia no ombro. O procedimento foi autorizado na quinta-feira (6) pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após pedido da defesa. Bolsonaro chegou ao hospital por volta das 7h, acompanhado de sua esposa, Michelle Bolsonaro.

Segundo publicação de Michelle nas redes sociais, o ex-presidente entrou no centro cirúrgico por volta das 9h. O médico ortopedista responsável pela cirurgia, Alexandre Paniago, informou que o procedimento prevê cerca de duas horas de preparação, para colocação do cateter de medicação, seguidas de aproximadamente três horas de cirurgia. Ainda não há previsão de alta hospitalar.

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar desde o fim de março, após ter passado duas semanas internado no mesmo hospital tratando uma broncopneumonia. O pedido pela cirurgia foi apresentado pela defesa ao STF em 21 de abril, em razão de dores causadas por uma queda ocorrida enquanto estava no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha.

Documentos médicos entregues ao STF apontam que o ex-presidente apresenta lesões no ombro direito, que exigem intervenção cirúrgica para reparação do manguito rotador e de estruturas associadas.

De acordo com o pedido encaminhado a Moraes, Bolsonaro faz uso diário de medicação analgésica. Exames físicos e de imagem indicam lesão de alto grau no tendão do supraespinhal, comprometimento do tendão do subescapular, subluxação do bíceps e outras lesões.

Relatórios médicos destacam que Bolsonaro sofre dores recorrentes e intermitentes, tanto em repouso quanto durante movimentos do braço direito.

A defesa argumentou ao STF que o procedimento tem caráter “estritamente humanitário e sanitário”, visando preservar a integridade física, a funcionalidade do membro, a qualidade de vida e a dignidade do paciente. Os advogados afirmaram que a manutenção do quadro clínico pode representar restrição ao direito fundamental à saúde.

Em casa, a rotina de Bolsonaro inclui acompanhamento médico frequente e, segundo reportagens, um aumento da tensão entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos do ex-presidente, em um momento de acesso restrito ao ex-mandatário.