Poder e Governo
Lula fará pronunciamento na TV nesta quinta-feira para anunciar medidas contra endividamento
Presidente planeja detalhar pacote para reduzir dívidas das famílias em fala transmitida; não participará de eventos do Dia do Trabalhador
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fará um pronunciamento em rádio e televisão nesta quinta-feira, véspera do Dia do Trabalhador. Na ocasião, Lula deveria anunciar um pacote de medidas externas à redução do endividamento das famílias brasileiras.
Assim como no ano passado, o presidente não participará dos atos organizados pelas centrais sindicais. A decisão ocorre diante do recebimento de baixa adesão aos eventos, o que poderia gerar repercussão política negativa, especialmente no ano pré-eleitoral.
No 1º de maio de 2023, Lula esteve em um evento unificado das centrais sindicais em São Paulo, mas o público presente foi considerado pequeno — pouco mais de 1,6 mil pessoas, segundo levantamento do Monitor do Debate Político no Meio Digital, da USP.
Neste ano, os centros sindicais optaram por não realizar um evento unificado. A Força Sindical, por exemplo, orientou seus sindicatos a promover atos locais e descentralizados. A expectativa é de que o principal evento do 1º de maio ocorra em São Bernardo do Campo, promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, ligado à CUT e presidido por Lula nos anos 1970.
No pronunciamento nacional, Lula deve defender o fim da escala 6 x 1 e apresentar os principais pontos do pacote de renegociação de dívidas. O detalhamento completo das medidas está previsto para a próxima segunda-feira.
Entre as propostas, está a possibilidade de trocar dívidas em atraso no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia por um contrato mais barato, com taxas limitadas a 1,99% ao mês. O programa deve beneficiar pessoas com renda de até cinco intervalos mínimos e dívidas em atraso entre 90 dias e dois anos. Os descontos poderão variar de 40% a 90%, de acordo com o tempo da dívida.
A renegociação ficará disponível por 90 dias após o lançamento, e o consumidor poderá pagar a nova dívida em até quatro anos, com carência de um mês para quitar a primeira parcela — período em que ocorrerá a "limpeza do nome" nos cadastros de inadimplência.
O uso do FGTS permitido será limitado a até 20% do saldo, exclusivamente para quitação da dívida.
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