Poder e Governo

Messias recebe 16 votos favoráveis e 11 contrários na CCJ, igualando resistência enfrentada por Gilmar Mendes

Nome do indicado será analisado pelo plenário do Senado

Agência O Globo - 29/04/2026
Messias recebe 16 votos favoráveis e 11 contrários na CCJ, igualando resistência enfrentada por Gilmar Mendes
Jorge Messias - Foto: Carlos Moura/Agência Senado

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) por 16 votos a favor e 11 contra. O resultado coloca Messias como o indicado que enfrentou mais resistência no colegiado, igualando Gilmar Mendes, aprovado em 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

O desempenho na comissão é considerado o primeiro termômetro político das indicações ao STF. Nos últimos anos, os placares variaram entre aprovações amplas e votações mais apertadas. Agora, o nome de Messias será submetido ao plenário do Senado.

Entre os atuais ministros da Corte, Flávio Dino foi o que enfrentou maior oposição na CCJ. Indicado por Luiz Inácio Lula da Silva, Dino foi aprovado em 2023 por 17 votos a 10.

Antes dele, André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro (PL), teve o placar mais apertado, com 18 votos favoráveis e 9 contrários.

Outras indicações recentes tiveram margens mais confortáveis. Cristiano Zanin foi aprovado por 21 votos a 5, enquanto Kassio Nunes Marques obteve 22 a 5.

Entre os casos de maior apoio, destacam-se Luiz Fux e Cármen Lúcia, ambos aprovados por unanimidade na comissão. Luís Roberto Barroso também teve um dos placares mais expressivos, com 26 votos a favor e apenas um contra.

Após a aprovação na CCJ, o nome de Messias segue para o plenário do Senado, onde precisa de ao menos 41 votos para ser confirmado como ministro do STF.

Compare os placares na CCJ:

Jorge Messias (2026) — 16 a 11

Flávio Dino (2023) — 17 a 10

Cristiano Zanin (2023) — 21 a 5

André Mendonça (2021) — 18 a 9

Kassio Nunes Marques (2020) — 22 a 5

Alexandre de Moraes (2017) — 19 a 7

Edson Fachin (2015) — 20 a 7

Luís Roberto Barroso (2013) — 26 a 1

Rosa Weber (2011) — 19 a 3

Luiz Fux (2011) — 23 a 0

Cármen Lúcia (2006) — 23 a 0

Gilmar Mendes (2002) — 16 a 6