Poder e Governo
'Tarcísio não é imbatível', 'mero recall' e 'palanque forte': o que disseram os pré-candidatos a governo e Senado sobre a pesquisa Quaest em SP
Governador é favorito à reeleição contra Haddad, mas seu grupo está em apuros
A pesquisa Genial/Quaest para a eleição em São Paulo, divulgada nesta quarta-feira, 29, gerou reações mistas entre os pré-candidatos. Nenhuma campanha saiu inteiramente satisfeita. O governador (Republicanos) lidera na disputa à reeleição, mas viu sua avaliação de governo piorar, e seu grupo político enfrenta dificuldades no Senado. A esquerda larga na frente para as duas vagas de senador, mas (PT), ex-ministro da Fazenda, amarga 12 pontos de desvantagem para o governo.
— Pesquisas sempre são fotografia do momento — minimizou Tarcísio após a solenidade de posse da comandante-geral da Polícia Militar, coronel Glauce Cavalli. — Não estamos com chave de eleição virada ainda. Quem tem acompanhado o nosso trabalho, as nossas agendas, sabe disso. A gente está preocupado em resolver problemas, enfrentar as questões. São reuniões o tempo todo para tratar a questão de cronograma de entrega, para resolver questões relacionadas à saúde, à segurança pública.
Se a eleição fosse hoje, Tarcísio marcaria 38% dos votos no primeiro turno, contra 26% de Haddad, aponta o levantamento. Ele também é favorito nas simulações para a segunda rodada do pleito, 49% a 32%. A margem de erro é de dois pontos percentuais. Em oito meses, contudo, teve o nível de aprovação reduzido de 60% para 54%, e cerca de metade do eleitorado, como um todo, ainda cogita uma mudança de posição até ir às urnas.
Haddad não se manifestou sobre o resultado. Seu coordenador de campanha, deputado estadual Emídio de Souza (PT), porém, ressalta que ainda faltam cinco meses para a concretização do voto. Segundo ele, há otimismo pelos lados do partido.
— Nós estamos num início de campanha, e estamos confiantes por partir desse patamar (de intenções de voto). Tarcísio não é imbatível. Haddad vai crescer e superá-lo — disse.
No caso do Senado, a pesquisa da Quaest coloca ex-ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à frente do grupo de Tarcísio. (PSB), ex-ministra do Planejamento, pontuou 14%, a medição mais alta entre todos os cenários. (Rede), ex-ministra do Meio Ambiente, e (PSB), ex-titular do Empreendedorismo, marcam 12%.
— O resultado é ótimo. Temos dois candidatos nos dois primeiros lugares. Senado é para pessoas com experiência. Espero estar lá para ajudar São Paulo — declarou França.
Ele foi preterido na disputa ao governo e tenta angariar o apoio de Lula para a vaga.
— Toda fotografia é um registro de momento, mas, como eu gosto de dizer, é sempre bom sair bem nela. Os dados reafirmam a força dos nomes do nosso campo, é uma mostra de que teremos um palanque forte — declarou Marina, que tem conversado com Haddad sobre a possibilidade de ser candidata a vice.
O deputado federal (PP), ex-secretário estadual de Segurança Pública, aparece com 8%, empatado com França e Marina no limite da margem de erro. (Novo), deputado federal e ex-ministro do Meio Ambiente do governo de Jair Bolsonaro, teria 6%, e André do Prado (PL), deputado estadual e presidente da Assembleia Legislativa, 5% ao disputar junto com Derrite, a situação mais provável de momento.
— Isso é mero recall. Não dura uma semana de campanha — afirma Salles, acerca do revés na lista. — São Paulo é direita. Não quer esquerda, nem Centrão.
A campanha de Derrite destacou ser ele quem melhor pontua no campo conservador e disse confiar que o voto da direita deixará de se “dispersar entre múltiplos nomes” com o andamento da campanha, com tendência para migrar para aquele com mais chances de vitória. Ela avalia ainda que a segurança pública é o tema que mais pesa na decisão de voto em São Paulo e que o deputado tem “o maior domínio e histórico nessa agenda”.
— Ele entra na disputa com apoio do governador Tarcísio de Freitas e de Flávio Bolsonaro, uma combinação de respaldo político e credencial técnica que nenhum outro nome do campo conservador reúne neste momento — aponta.
Tarcísio também comentou o pleito ao Senado, argumentando que ela “vai ganhar mais significado quando o jogo estiver definido”, tanto na direita quanto na esquerda.
— A partir do momento que essas candidaturas forem definidas, que o jogo estiver na mesa, se inicia um trabalho de convencimento. E esse trabalho, obviamente, vai ser feito — respondeu o governador, evitando cravar a segunda vaga com Prado, de quem é próximo, antes do anúncio pela família Bolsonaro.
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