Poder e Governo
Greca reafirma candidatura ao governo do PR e descarta ser vice: 'Não quero ser coadjuvante'
Ex-prefeito de Curitiba diz ter se sentido frustrado pela indicação de Alexandre Curi ao Senado e reforça que não aceitará papel secundário na disputa pelo governo do Paraná.
Terceiro colocado na pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta semana, o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca reafirmou sua pré-candidatura ao governo do Paraná e descartou a possibilidade de compor como vice em outras chapas na disputa estadual. Recém-filiado ao MDB, após ser preterido na escolha do sucessor do governador Ratinho Jr. (PSD), Greca terá como adversários o senador Sergio Moro (PL), o ex-secretário de Infraestrutura Sandro Alex (PSD) e o deputado estadual Requião Filho (PDT).
Em entrevista à Jovem Pan nesta terça-feira, ao ser questionado se sua candidatura ao governo é "irreversível", Greca afirmou ter como "objetivo de vida servir ao Paraná", mas deixou claro que não pretende ocupar posição secundária no pleito.
— É uma candidatura a partir de um convite pessoal do presidente nacional do MDB, que veio à minha casa em Curitiba. Eu não permaneci no PSD porque sabia que precisava sair para ser candidato — declarou. — Aceito, com humildade, se as pessoas não acharem que mereço ser governador do Paraná, mas não quero ser coadjuvante nesse processo.
Greca relatou ainda ter se sentido "um pouco frustrado" com a decisão do presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi (Republicanos), de aceitar a pré-candidatura ao Senado na chapa de Sandro Alex, que recebeu o apoio do governador para disputar o Executivo estadual.
Anteriormente, Greca e Curi, ambos preteridos por Ratinho Jr. e oriundos do PSD, chegaram a cogitar uma composição própria. O plano perdeu força quando Curi foi anunciado na chapa governista. Durante a entrevista, Greca, no entanto, deixou em aberto a possibilidade de ter Curi como vice, caso ele desista do Senado.
— Na verdade, me sinto um pouco frustrado porque o Alexandre Curi, naquela noite da decisão, não atendeu meu telefone. Só me ligou na manhã seguinte, quando a situação já estava definida. Ele se lançou ao Senado, mas será mesmo isso que ele quer? Parece que prefeitos que o apoiam desejam outra coisa. Houve até manifestações contrárias no aniversário do governador — afirmou. — Não me incomodo se ele quiser ser candidato a vice-governador.
Greca também descartou aproximação com Requião Filho (PDT), que disputa o governo em coligação com o PT, ao afirmar que "não quer ser candidato da esquerda". Na entrevista, cobrou apoio do atual prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, eleito em 2024 como seu sucessor. O PSD, partido de Pimentel, integra a base de Ratinho Jr. e apoia Sandro Alex.
— Tenho a impressão de que ele vai se pronunciar (sobre o apoio). Já me disse isso em particular e deve dizer publicamente. Se o Eduardo cometer a loucura de me trair, ele se perde. E a história jamais perdoa quem trai — declarou.
De acordo com a pesquisa Quaest, Greca aparece com 15% das intenções de voto, atrás de Requião Filho, com 18%, e Sergio Moro, líder com 35%. Sandro Alex soma 5%, o advogado Luiz Felipe França (Missão) tem 1%, e o empresário e ex-deputado Tony Garcia (DC) também aparece com 1%. Outros 18% se dizem indecisos e 7% afirmam que votarão em branco, nulo ou não pretendem votar.
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