Poder e Governo
Genial/Quaest: Tarcísio lidera contra Haddad em São Paulo com vantagem de 12 pontos
Atual governador também venceria o ex-ministro de Lula no segundo turno por 49% a 32% se a eleição fosse hoje, aponta levantamento
O governador de São Paulo, (Republicanos), larga na frente contra (PT), ex-ministro da Fazenda, na primeira pesquisa Genial/do ano para o comando do estado. Tarcísio marca 38% das intenções de voto, contra 26% de Haddad no primeiro turno. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
Kim Kataguiri (Missão), deputado federal, aparece com 5% dos votos, e Paulo Serra (PSDB), ex-prefeito de Santo André, com 5%. A pesquisa ainda mostra que 13% estão indecisos e 13% preferem votar em branco ou anular o voto diante da lista apresentada.
Num segundo cenário testado pela Quaest, em que Paulo Serra não é apresentado como opção aos entrevistados, a diferença de pontos percentuais entre Tarcísio e Haddad permanece em 12 pontos: o atual governador aparece com 40% das intenções de voto, enquanto o ex-ministro da Fazenda pontua 28%, enquanto Kataguiri permanece com 5%. Nesse caso, os indecisos ficam em 13% e 14% responderam que vão votar em branco, nulo ou não vão votar.
Tarcísio também é favorito nas simulações de segundo turno. Ele venceu Haddad neste momento por 49% a 32% dos votos totais. 11% pretendem votar em branco ou nulo nessas condições, enquanto 8% se dizem indecisos.
O levantamento mostra, por outro lado, que ainda há espaço para mudança de posições, já que 50% diz que o voto para governador pode mudar caso algo aconteça, contra 48% que dizem que a posição é definitiva. Entre os que declaram voto em Tarcísio, 61% dizem que estão condenados pela decisão, e entre os eleitores de Haddad a taxa é de 57%. O maior espaço para mudança se dá entre os eleitores de Kim Kataguiri (30% dizem que a decisão é definitiva) e Paulo Serra (28% responderam que não mudarão de opinião).
Disputa vídeo
O instituto foi a campo entre os dias 23 e 27 de abril. Portanto, a sondagem reflete um cenário em que ambas as candidaturas estão consolidadas. No caso de Tarcísio, com o fim do prazo para deixar o governo de São Paulo caso ainda mantivesse esperanças de concorrer a presidente; e para Haddad, com o anúncio da sua candidatura, a pedido de , no estado.
Apesar da oficialização, o petista pouco se movimentou publicamente desde o evento na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo. Ao deixar o Ministério da Fazenda, passaram alguns dias afastados de agendas políticas. Nesta semana, ele não acompanhou Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) em cerimônias em Andradina e Presidente Prudente.
Tarcísio, por sua vez, retomou as caravanas pelo interior, reforçou a presença digital e abriu, nesta segunda-feira, 27, o cronograma de compromissos públicos ao lado do senador (PL), pré-candidato a presidente. Eles circularam por horas na Agrishow, considerada a maior feira agrícola do país, em Ribeirão Preto.
Tira-teima
A dupla reeditou a disputa da eleição passada, quando foi no segundo turno, mas em condições bem diferentes. Tarcísio não é mais um desconhecido do eleitorado paulista e parte de uma base de apoio sólida, que deve reunir siglas como PL, PSD, MDB, União Brasil, Progressistas e Podemos. Haddad também ganhou visibilidade em quatro anos, mas em nível federal.
Pelo lado de Tarcísio, a campanha deve apostar em entregas e no discurso de que "fez o impossível" no estado ao concluir obras antigas, como o Rodoanel Norte e o monotrilho da Linha 17-Ouro, além da dispersão da Cracolândia e da privatização da Sabesp. Seus críticos exploraram problemas de segurança pública, como a alta letalidade policial, e sua proximidade com Jair Bolsonaro.
Haddad precisa retornar às pautas locais para questionar a gestão, mas sua função principal é auxiliar na reeleição do presidente Lula. Medidas como a reforma tributária e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil atuam nesse sentido, assim como a redução do nível de desemprego do país. Ele, contudo, tem entrada difícil no interior e aparece como o candidato mais rejeitado.
Segundo a Quaest, 58% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Haddad de jeito nenhum, contra 38% de Tarcísio. Outro dado da pesquisa é que 14% dos entrevistados dizem não conhecer o atual governador, sem mandato desde janeiro de 2023.
Dados
Foram consultados, ao todo, 1.650 deputados do estado de São Paulo, com mais de 16 anos, entre os dias 23 e 27 de abril. O intervalo de confiança é de 95%, o que significa uma quantidade de vezes que se espera que a amostra utilizada represente de fato a população. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o código SP-03583/2026.
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