Poder e Governo
Pacheco posa para foto em almoço com Messias e declara apoio na véspera da sabatina no Senado
O ex-presidente do Senado era o nome preferido de Davi Alcolumbre para assumir a vaga no Supremo
O senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), que chegou a ser cotado para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) e era o preferido do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), posou para fotos ao lado do advogado-geral da União, Jorge Messias, durante um almoço realizado nesta terça-feira, na véspera da sabatina do indicado. Após o encontro, o PSB publicou uma nota oficial de apoio à indicação de Messias.
O almoço, articulado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, também filiado ao PSB, reuniu lideranças da sigla em uma residência no Setor de Mansões Dom Bosco, área nobre de Brasília. Estiveram presentes ainda o prefeito do Recife e presidente nacional do partido, João Campos, além de senadores da bancada.
A movimentação ocorre na reta final de uma articulação marcada pela ausência de um aceno público de Alcolumbre. Embora tenha se encontrado informalmente com Messias na semana passada, o presidente do Senado não se comprometeu com a indicação, nem atuou para pedir votos a aliados — um gesto que já foi decisivo em indicações anteriores ao Supremo.
Sem esse movimento, parte dos senadores mantém cautela e evita declarar voto publicamente. Segundo levantamento do jornal O Globo, Messias soma 25 votos favoráveis e enfrenta 22 contrários, enquanto outros 34 parlamentares concentram o poder de decisão: 16 não responderam e 18 afirmam não querer se posicionar. Para atingir os 41 votos necessários, Messias precisa conquistar ao menos 16 desses votos indecisos.
Apesar do cenário apertado, aliados do governo projetam entre 44 e 49 votos favoráveis, apostando que parte dos parlamentares que preferem não se manifestar deve apoiar Messias na votação secreta, reduzindo o custo político da adesão. Ainda assim, o quadro é considerado sensível, especialmente em uma semana encurtada por feriados, o que pode aumentar o risco de ausências no plenário.
Nesse contexto, o gesto de Pacheco, que já foi cogitado para a vaga e mantém interlocução com diferentes grupos do Senado, é visto como um sinal relevante para influenciar colegas na véspera da sabatina.
Paralelamente ao almoço, o PSB divulgou nota oficial em apoio a Messias, destacando sua trajetória e afirmando confiar que a sabatina “reafirmará os atributos que o qualificam para o exercício da mais alta função do Judiciário brasileiro”. O partido ressaltou ainda que o indicado reúne “experiência, equilíbrio, independência e compromisso público”.
A sabatina de Messias está marcada para esta quarta-feira na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com possibilidade de análise no plenário no início da noite. Para ser aprovado, o indicado precisa obter pelo menos 41 votos entre os 81 senadores.
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