Poder e Governo
Lula aposta em pronunciamento e anuncia medidas contra endividamento no 1º de Maio
Em 2024, presidente reclamou de evento com pouco público em São Paulo
Com receio de que os atos do 1º de Maio sejam esvaziados, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deve comparecer a eventos públicos nesta sexta-feira. Em ano eleitoral, a estratégia do petista será um pronunciamento em rádio e televisão, no qual está previsto o anúncio de um pacote de medidas voltadas para conter o endividamento das famílias.
No ano passado, Lula também se ausentou das celebrações presenciais do Dia do Trabalho. Em 2024, o presidente participou de um evento unificado das centrais sindicais em frente ao estádio do Corinthians, na Zona Leste de São Paulo, e chegou a reclamar da baixa presença de público. Segundo o Monitor do Debate Político no Meio Digital, da USP, pouco mais de 1,6 mil pessoas estiveram no local.
Neste ano, em que Lula pretende disputar a reeleição, a participação em um novo ato com público reduzido poderia gerar repercussão política negativa. As centrais sindicais, por sua vez, romperam a tradição recente e não realizarão um evento unificado.
Lula esteve em ato unificado de 1º de Maio em 2023, no início de seu terceiro mandato. Já em 2022, quando era pré-candidato à Presidência, também marcou presença em evento das centrais sindicais na capital paulista.
Agora, a Força Sindical orientou seus sindicatos a promoverem atos locais e descentralizados. Diante desse cenário, a expectativa é que o principal evento do 1º de Maio aconteça em São Bernardo do Campo, promovido pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, entidade filiada à CUT e presidida por Lula nos anos 1970.
No pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, Lula deve defender o fim da escala 6 x 1 e anunciar os principais pontos do pacote contra o endividamento. O detalhamento das medidas está previsto para a próxima segunda-feira.
Entre as ações, o programa deverá permitir a troca de dívidas em atraso no cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem garantia por um novo contrato, com taxas limitadas a 1,99% ao mês. A proposta é beneficiar pessoas com renda de até cinco salários mínimos e dívidas em atraso entre 90 dias e dois anos. Os descontos devem variar de 40% a 90%, dependendo do tempo da dívida.
A renegociação ficará aberta por 90 dias após o lançamento, e o cliente terá até quatro anos para quitar o novo débito. A expectativa é que haja carência de um mês para o pagamento da primeira parcela, momento em que deverá ocorrer a "limpeza do nome" do cliente nos cadastros de inadimplência.
O uso do FGTS será permitido até o limite de 20% do saldo, exclusivamente para a quitação da dívida.
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