Poder e Governo
Haddad cita Tebet, Marina e França como possíveis vices em SP: 'Estamos com bons nomes'
Além dos ex-ministros, seguem no páreo o ex-prefeito de Araraquara Marcelo Barbieri (PDT) e a ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira Teresa Vendramini
O ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mencionou três ex-ministros do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como potenciais nomes para compor sua chapa ao governo de São Paulo: Marina Silva, Simone Tebet e Márcio França. Haddad afirmou que tem mantido conversas com os ex-colegas de Esplanada e destacou que não há "problema de calendário" para definição do vice em sua chapa. Segundo ele, já conversou com França e, nos próximos dias, deve se reunir com Marina Silva e Simone Tebet:
— Estamos com vários bons nomes, temos quatro ex-ministros do presidente Lula disponíveis para compor a chapa majoritária e isso é um bem, não é um problema. Estamos com bons nomes, mas vou fazer isso depois de conversar com todos eles. Sob a perspectiva de cada um, e eu não tive essa chance ainda. Falei com Márcio, Simone está chegando essa semana em São Paulo do descanso dela, respeitei o descanso. Acabei de conversar com a Marina e combinei de me encontrar com ela essa semana. As coisas vão caminhar naturalmente e não temos nenhum problema de calendário, temos tempo e vamos usar o tempo da melhor maneira possível — disse Haddad ao final do 8º Congresso Nacional do PT.
O cenário em São Paulo também envolve a composição para as chapas ao Senado, onde o PT espera eleger pelo menos um nome. Além dos ex-ministros, seguem como opções o ex-prefeito de Araraquara, Marcelo Barbieri (PDT), e a ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Teresa Vendramini.
Haddad esteve em Brasília para participar do último dia do encontro nacional do PT e discursou a pedido de Lula, que não compareceu ao evento. O ex-ministro afirmou à militância ser necessário "trabalhar dia e noite, de segunda a segunda, até outubro, pela reeleição do presidente" e criticou Flavio Bolsonaro (PL), principal adversário de Lula:
— Não temos direito de descansar até vermos essa realidade confirmada nas urnas — afirmou. — Não podemos de maneira nenhuma considerar a hipótese de um retrocesso em outubro, a reeleição de Lula é um imperativo do nosso futuro. Lula vai concorrer com o bolsonarinho, com filho do Jair Bolsonaro, família que só entregou caos para esse país. Eles se vendem como antissistema e há 30 anos fazem a pior política desse país, das rachadinhas ao genocídio da pandemia, estão sempre do lado da destruição. E nós somos o antídoto a isso, somos a resposta a isso — declarou Haddad.
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