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Presidente da CPI do INSS aciona PF após tentativa de suicídio de 'Sicário', ligado a Vorcaro

Senador Carlos Viana pede esclarecimentos à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça sobre episódio envolvendo investigado ligado ao caso Master sob custódia em Belo Horizonte

Agência O Globo - 05/03/2026
Presidente da CPI do INSS aciona PF após tentativa de suicídio de 'Sicário', ligado a Vorcaro
Presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana - Foto: Saulo Cruz/Agência Senado

O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), solicitou esclarecimentos à Polícia Federal e ao Ministério da Justiça após a tentativa de suicídio de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário” ou “Mexerica”, investigado por ligação com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

Mourão foi preso nesta quarta-feira durante a operação que teve como alvo Vorcaro e morreu após ser encontrado desacordado na carceragem da Polícia Federal em Belo Horizonte. Segundo informações da corporação, ele teria atentado contra a própria vida e foi encaminhado a um hospital, onde permanece em estado grave.

Diante do ocorrido, Viana enviou ofícios ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, solicitando informações detalhadas sobre as circunstâncias da morte do investigado, que estava sob custódia do Estado. O senador pede um relatório circunstanciado com a cronologia dos fatos, identificação da unidade da PF onde Mourão estava detido, registros de vigilância do local e dados preliminares de laudos periciais.

Para o parlamentar, o caso exige esclarecimentos imediatos, uma vez que envolve um investigado que poderia trazer informações relevantes para as apurações em andamento.

A sociedade brasileira precisa saber exatamente o que aconteceu dentro de uma unidade da Polícia Federal — afirmou o senador.

Viana também ressaltou que, diante das informações já reveladas pelas investigações, nenhuma hipótese pode ser descartada neste momento. Ele defendeu que a apuração seja conduzida com rigor e transparência.

— Diante das informações já reveladas nas investigações, inclusive mensagens que apontam ameaças contra jornalistas e autoridades, não se pode descartar nenhuma hipótese neste momento, nem mesmo a possibilidade de que estejamos diante de uma eventual queima de arquivo.