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Defesa de Lulinha pede ao STF extensão de decisão de Dino que suspendeu quebra de sigilo aprovada pela CPI do INSS

Quebra de sigilo foi aprovada em sessão turbulenta da CPI do INSS em um pacote de 87 requerimentos

Agência O Globo - 04/03/2026
Defesa de Lulinha pede ao STF extensão de decisão de Dino que suspendeu quebra de sigilo aprovada pela CPI do INSS
Lulinha - Foto: Reprodução

A defesa de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a ampliação dos efeitos da decisão do ministro Flávio Dino, que suspendeu quebras de sigilo aprovadas pela CPI do INSS.

O pedido, protocolado nesta quarta-feira (6), busca estender ao caso de Fábio Luís, conhecido como Lulinha, a liminar concedida por Dino em mandado de segurança que questiona a forma como a comissão aprovou medidas investigativas em sessão realizada em 26 de fevereiro. A liminar beneficiou inicialmente a empresária Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha.

Na decisão, o ministro Flávio Dino suspendeu quebras de sigilo bancário e fiscal ao considerar que 87 requerimentos foram votados de forma conjunta, sem análise individualizada e sem fundamentação específica, o que, segundo ele, afronta garantias constitucionais.

A defesa de Fábio Luís argumenta que o caso é idêntico, já que o filho do presidente também teve o sigilo quebrado no mesmo pacote de requerimentos aprovado pela comissão.

"Os fundamentos da concessão são todos aplicáveis a Fábio Luís, que também teve seu sigilo quebrado pela votação ‘em globo’, sem fundamentação concreta, específica e individualizada", afirmou a defesa em nota.

No pedido, os advogados destacam que medidas invasivas, como a quebra de sigilo, exigem motivação individualizada, requisito que, segundo eles, não foi observado na sessão da CPI. A defesa ressalta ainda que Fábio Luís continuará colaborando com as investigações conduzidas no âmbito judicial.

"Fábio seguirá colaborando proativamente com a investigação conduzida pelo Supremo Tribunal Federal, inclusive fornecendo de forma voluntária os documentos bancários e fiscais nos autos do procedimento adequado", afirmam os advogados.

A nota também enfatiza que a colaboração com a investigação judicial não implica concordância com medidas consideradas ilegais adotadas pela comissão parlamentar.

"Colaborar com a investigação tutelada pelo judiciário não significa aceitar qualquer medida ilegal tomada em ambiente intrinsecamente político", reforçou a defesa.

Na sessão de 26 de fevereiro, a CPI aprovou, em bloco, a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva e de Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. Também foram aprovados pedidos de prisão, novas convocações e solicitações de informações a órgãos públicos e empresas investigadas, todos votados de uma só vez.