Poder e Governo

Alcolumbre diz esperar ser procurado por Lula para manter relação de pacificação

Declaração ocorre após o presidente do Senado referendar decisão da CPI do INSS que quebrou sigilo do filho do presidente, o Lulinha

Agência O Globo - 04/03/2026
Alcolumbre diz esperar ser procurado por Lula para manter relação de pacificação
Alcolumbre diz esperar ser procurado por Lula para manter relação de pacificação - Foto: Reprodução / Instagram

O presidente do Senado e do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), afirmou nesta quarta-feira que não há encontro agendado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas ressaltou que espera ser procurado caso o chefe do Executivo deseje dialogar.

A declaração foi feita em meio à crescente tensão entre o governo e o Congresso, após Alcolumbre manter a votação da CPMI do INSS que aprovou a quebra de sigilo bancário e fiscal do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha.

“A gente espera ser chamado por todas as pessoas por quem temos respeito e consideração. E, naturalmente, da mesma maneira que, em outras oportunidades, quando eu desejar conversar pessoalmente com o presidente da República, eu o procurei. É legítimo, inclusive, que, se ele desejar falar comigo, ele também me procure, para que possamos continuar numa relação de pacificação e de harmonia entre os Poderes. É isso que eu entendo da democracia”, afirmou Alcolumbre.

Nos bastidores, interlocutores do governo e aliados do presidente do Senado discutem a possibilidade de um encontro entre os dois ainda nesta semana, como tentativa de amenizar o desgaste político causado pelo episódio relacionado à CPMI.

Nesta terça-feira, Alcolumbre rejeitou um recurso apresentado por parlamentares do PT que solicitava a anulação da votação da comissão. A base governista alegou erro na contagem dos votos e defendeu a invalidação da decisão.

Ao comunicar o desfecho, Alcolumbre declarou que não acordo qualquer irregularidade que justificasse a intervenção da presidência para anular a deliberação.

"Adianto desde logo que este não é um caso de flagrante desrespeito ao regimento interno ou à Constituição Federal. Não há aqui situação que justifique a atuação excepcional desta presidência para anular a deliberação da CPMI", disse o presidente do Senado.