Poder e Governo
Moraes determina citação por edital de Eduardo Bolsonaro em ação penal no STF
Deputado virou réu em 2023 por articular sanções a autoridades brasileiras nos EUA
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira a citação por edital do deputado federal Eduardo Bolsonaro, acusado de coação no curso do processo. A denúncia foi aceita de forma unânime pela Primeira Turma do STF em novembro do ano passado.
Segundo a decisão, Eduardo Bolsonaro está, de forma transitória, fora do território nacional. Conforme relatado na denúncia, a saída do país teria ocorrido para "reiterar a prática criminosa e evadir-se de possível responsabilização judicial", evitando assim a aplicação da lei penal.
"No caso dos autos, o réu, de maneira transitória, encontra-se fora do território nacional, exatamente, conforme consta na denúncia, para reiterar na prática criminosa e evadir-se de possível responsabilização judicial evitando, dessa maneira, a aplicação da lei penal", escreveu Moraes.
O relator destacou que, diante da impossibilidade de localizar o acusado, a legislação prevê a citação por edital. Com base no Código de Processo Penal, Moraes determinou a publicação do edital pelo prazo de 15 dias.
Na prática, a citação por edital é utilizada quando o réu está em local incerto e não sabido ou dificulta sua localização. Após a publicação, abre-se prazo para que o acusado apresente resposta à acusação.
A denúncia se baseia na suposta atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde teria articulado sanções contra autoridades brasileiras, incluindo tarifas de exportação, suspensão de vistos e possível aplicação da Lei Magnitsky. O objetivo seria pressionar e intimidar o STF às vésperas do julgamento que condenou o ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.
A ação penal contra Eduardo Bolsonaro foi formalizada na última quinta-feira. Com isso, o processo passou a tramitar no STF, podendo resultar em condenação e eventual pena de prisão caso o deputado seja considerado culpado.
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