Poder e Governo

Bispo visitará Bolsonaro na Papudinha para prestar assistência religiosa com cânticos em hebraico

Robson Rodovalho definirá com Michelle Bolsonaro o melhor horário para a visita, autorizada pelo STF

Agência O Globo - 20/01/2026
Bispo visitará Bolsonaro na Papudinha para prestar assistência religiosa com cânticos em hebraico
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O bispo Robson Rodovalho, fundador da igreja Sara Nossa Terra, foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a prestar assistência religiosa ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Rodovalho, o acompanhamento espiritual incluirá leitura bíblica, momentos de meditação, orações e, possivelmente, cânticos — entre eles "shalom adonai", em hebraico, que significa "Paz do Senhor".

A visita está prevista para a próxima semana, com a data a ser definida em conjunto com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, respeitando o protocolo estabelecido pelo STF.

— Farei leituras, meditação da palavra e algumas orações. Talvez cânticos com ou sem violão. Todos que preguem a paz — afirmou o bispo ao jornal O Globo.

A autorização foi concedida pelo ministro Alexandre de Moraes, no âmbito da execução penal de Bolsonaro, após solicitação da defesa do ex-presidente.

Conforme a decisão, a assistência religiosa deve ocorrer individualmente, uma vez por semana, durante uma hora, às terças ou sextas-feiras.

Rodovalho relatou que, após a autorização, manteve uma breve conversa com Michelle Bolsonaro, voltada exclusivamente ao cumprimento dos protocolos definidos pelo STF.

— Foi apenas a primeira conversa rápida, só para falar sobre protocolo. São as orientações do STF: dias, tempo e outras burocracias — explicou.

O bispo destacou ainda que a principal intenção da visita é oferecer acolhimento e conforto ao ex-presidente.

— Espero dar conforto a ele — afirmou Rodovalho.

Jair Bolsonaro foi transferido recentemente para o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PM-DF), conhecido como “Papudinha”, no Complexo Penitenciário da Papuda, por determinação do ministro Moraes. A transferência ocorre em meio a esforços de aliados e familiares para que Bolsonaro obtenha prisão domiciliar, alegando questões de saúde.

A assistência religiosa é garantida pela Lei de Execução Penal, que assegura aos presos e internados o direito à liberdade de culto e à prestação de assistência religiosa.