Poder e Governo
Renúncia de vice e bolsonarismo na Assembleia atrapalham plano de sucessão de governadora petista no Rio Grande do Norte
Fátima Bezerra deseja emplacar o secretário da Fazenda, Cadu Xavier, na corrida pelo Executivo estadual, mas eleição indireta para 'governo tampão' traz dificuldade
A sucessão no governo do Rio Grande do Norte ganhou novos obstáculos após o vice-governador Walter Alves (MDB) comunicar, nesta segunda-feira, à governadora Fátima Bezerra (PT) que não assumirá o Executivo estadual em abril, quando ela deixará o cargo para disputar uma vaga no Senado. Alves, que planeja concorrer a deputado estadual, inviabiliza o plano de transição desejado por Bezerra, já que, segundo a Constituição, caberá à Assembleia Legislativa realizar uma eleição indireta para definir o chamado governador-tampão.
Fátima Bezerra apoia o secretário da Fazenda, Cadu Xavier (PT), como seu sucessor. No entanto, a possibilidade de a Assembleia escolher um nome de oposição para o mandato-tampão preocupa aliados da governadora.
Em nota divulgada nesta terça-feira, Walter Alves afirmou que comunicou à governadora a decisão do MDB estadual de apoiar a Federação União Progressista (União Brasil e PP) e o PSD. Segundo ele, a escolha de caminhar com a chapa de oposição foi tomada após consulta aos correligionários.
Apesar disso, Alves declarou que reafirmou o apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em conversas com o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi, e com o presidente nacional do PT, Edinho Silva.
Com a eleição indireta na Assembleia, o cenário da disputa pelo governo estadual permanece indefinido. Um dos principais desafios para Bezerra é a forte presença do PL na Casa, partido que deve deter cerca de um terço dos votos após a saída da governadora. Isso dificulta a eleição de um nome apoiado por ela, especialmente em um estado que é reduto eleitoral do líder da oposição, Rogério Marinho (PL).
Atualmente, a base governista na Assembleia, formada por PT e PV, possui seis cadeiras, mesmo número do PL. Existe, porém, a expectativa de que a bancada bolsonarista cresça com a janela partidária, tornando-se a maior da Casa. Já a coligação União Brasil e PP conta com três cadeiras, enquanto o PSDB ocupa outras seis.
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