Poder e Governo

Flávio Bolsonaro inicia ano eleitoral com agenda internacional e busca unificar direita

Após passagem pelos EUA, pré-candidato à Presidência viaja a Israel para fortalecer nome; no sábado, enviou mensagem conciliatória a Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas.

Agência O Globo - 19/01/2026
Flávio Bolsonaro inicia ano eleitoral com agenda internacional e busca unificar direita
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, iniciou o ano eleitoral com uma agenda internacional. Seu primeiro destino em 2024 é Israel, onde participará da Conferência Anual de Combate ao Antissemitismo nos dias 26 e 27 de janeiro. O evento contará com a presença do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP). A participação reforça a tentativa de Flávio de se consolidar como liderança alinhada à direita conservadora internacional.

Agenda internacional e desafios

Antes de Israel, Flávio já esteve em El Salvador e nos Estados Unidos, participando de encontros com políticos de direita. No entanto, não conseguiu se reunir com os principais líderes desses países. Em El Salvador, por exemplo, não encontrou o presidente Nayib Bukele, referência para a direita brasileira devido ao seu projeto de segurança. Nos EUA, Flávio buscou um registro ao lado do ex-secretário de Estado Marco Rubio, mas foi impossibilitado por questões diplomáticas recentes envolvendo a Venezuela.

O anúncio da participação na conferência em Israel foi feito em dezembro, quando Flávio foi divulgado como palestrante, ainda sem menção à sua pré-candidatura ao Planalto. Pelas redes sociais, declarou-se “profundamente honrado” pelo convite, destacando os laços históricos e valores comuns entre Brasil e Israel, como liberdade, democracia e respeito à dignidade humana.

Movimentação política e busca por unidade

A escolha de Flávio como pré-candidato à Presidência, anunciada por Jair Bolsonaro em dezembro, movimentou o cenário político da oposição. No último sábado, o senador defendeu a união da direita e afirmou que a composição de um palanque único ocorrerá “no tempo certo”. Ele citou nomes como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ratinho Júnior (PSD-PR), Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (União-GO) como possíveis aliados.

“Enquanto não é possível (a liberdade de Bolsonaro), você não gostaria de presenciar o momento em que eu, Tarcísio, Michelle, Ratinho, Zema, Caiado e tantas outras lideranças de direita estivéssemos juntos, no mesmo palanque, pela mesma causa, para resgatar o Brasil das garras do governo atual? Calma, que isso vai acontecer no tempo certo”, afirmou Flávio em vídeo publicado nas redes sociais, elogiando ainda Michelle e Tarcísio: “Como a gente vai conseguir unir o Brasil se a gente não consegue unir a direita antes? Não caia em pilha errada (...) O Tarcísio é um aliado fundamental, a Michelle tem um papel importantíssimo.”

Pesquisa aponta crescimento

De acordo com pesquisa Genial/Quaest divulgada na última quarta-feira, Flávio Bolsonaro aparece fortalecido como principal nome do bolsonarismo para enfrentar Lula. No cenário de primeiro turno, o petista lidera com 36% das intenções de voto, seguido por Flávio com 23% e Tarcísio com 9%. Em eventual segundo turno, Lula teria 45% contra 38% de Flávio. Já em disputa com Tarcísio, Lula alcançaria 44% ante 39% do governador paulista, que é o adversário mais competitivo contra o petista.