Poder e Governo
Lula orienta novo ministro da Justiça a priorizar combate a facções e diálogo pela PEC da Segurança
Wellington César Lima e Silva iniciou transição na pasta e recebeu diagnóstico das secretarias do MJ
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ao novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, que priorize o combate às facções criminosas em sua gestão. Em reunião realizada no Palácio do Planalto, Lula formalizou a escolha do então Advogado-Geral da Petrobras para comandar a pasta.
Durante o encontro, Lula destacou que o Ministério da Justiça só será desmembrado, com a criação do Ministério da Segurança Pública, após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) e quando houver orçamento garantido. Segundo o presidente, não faria sentido criar um novo ministério sem competência, estrutura e recursos próprios.
Com isso, Wellington César já assume ciente da possibilidade de divisão da pasta ainda este ano, caso o cenário se concretize. Aprovar a PEC da Segurança será um dos maiores desafios do novo ministro, já que o texto amplia o poder do governo federal na gestão da segurança pública, mas sofreu mudanças importantes sob relatoria do deputado Mendonça Filho (União-PE).
Aliados de Wellington avaliam que seu perfil cordial e diplomático será fundamental para a negociação com o Congresso Nacional.
Nesta quarta-feira, Wellington iniciou a transição no Ministério da Justiça em reunião com o secretário-executivo da gestão anterior, Manoel Carlos de Almeida Neto. Na ocasião, recebeu relatórios detalhados sobre o diagnóstico das secretarias: Justiça (Senajus), Consumidor (Senacon), Políticas sobre Drogas (Senad), Segurança Pública (Senasp), Políticas Penais (Senappen), Assuntos Legislativos (SAL), Acesso à Justiça (Saju) e Direitos Digitais (Sedigi).
O novo ministro também recebeu informações estratégicas da Polícia Federal (PF), Polícia Rodoviária Federal (PRF) e Força Nacional, além de atualizações sobre a situação dos quatro principais fundos da pasta: Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP), Fundo Penitenciário Nacional (FUNPEN), Fundo Nacional Antidrogas (FUNAD) e Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD).
A expectativa é que Wellington tome posse até sexta-feira ou no início da próxima semana. Até o momento, ele tem conduzido a transição com apoio de apenas um assessor e ainda não definiu os nomes da equipe. Os atuais secretários do Ministério da Justiça não foram chamados para reuniões, e aliados afirmam que mudanças na equipe só devem ocorrer após a posse.
O advogado-geral da União e indicado de Lula ao Supremo Tribunal Federal, Jorge Messias, tem dado suporte e conselhos a Wellington neste início de gestão. Os dois são próximos, e Messias foi um dos defensores da indicação de Wellington para o Ministério da Justiça.
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