Poder e Governo

Desistência de Neguinho da Beija-Flor ao Senado leva Quaquá a apoiar Benedita e ameniza crise no PT

Nos últimos meses, diferentes setores do partido no estado vinham manifestando discordâncias por causa da eleição de 2026

Agência O Globo - 14/01/2026
Desistência de Neguinho da Beija-Flor ao Senado leva Quaquá a apoiar Benedita e ameniza crise no PT
Neguinho da Beija flow - Foto: Reprodução

A decisão do sambista Neguinho da Beija-Flor de não disputar uma vaga ao Senado pelo PT do Rio de Janeiro neste ano contribuiu para amenizar o clima de divisão interna na legenda. A candidatura do músico vinha sendo articulada pelo prefeito de Maricá e vice-presidente nacional do partido, Washington Quaquá, que agora declarou apoio à deputada federal Benedita da Silva como representante do PT na disputa. O nome de Benedita já era defendido pelo líder da sigla na Câmara, entre outros integrantes, e a indefinição vinha gerando desconforto entre as principais correntes do partido.

Conciliação no PT fluminense

— Apoio Benedita ao Senado — afirmou Quaquá ao jornal O GLOBO na terça-feira.

Nos últimos meses, setores distintos do PT do Rio de Janeiro vinham expressando divergências sobre a eleição de 2026, principalmente em relação à escolha do candidato ao Senado. Em dezembro, Quaquá já sinalizava apoio a Benedita ao publicar uma foto de uma reunião com a presença da deputada.

"Benedita é um símbolo do PT e uma pessoa absolutamente respeitável. Tem uma história de vida muito bonita. Então combinamos de analisar juntos o quadro político e tomar nossas decisões no início do ano", escreveu Quaquá à época.

Benedita conta com o incentivo de lideranças como Lindbergh Farias, André Ceciliano, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e o presidente da Embratur, Marcelo Freixo. Até então, Quaquá e aliados defendiam a candidatura de Neguinho da Beija-Flor, que pretendiam filiar ao PT.

Segundo interlocutores ouvidos pelo GLOBO, a desistência do sambista se deve ao fato de ele não desejar se envolver diretamente na disputa política ou assumir um compromisso de oito anos no Senado.