Poder e Governo

Cotada para o Senado, prefeita de Contagem, Marília Campos, critica indefinição do PT em MG

Petista defende que sua candidatura seja a única apoiada por Lula em Minas, mas partido avalia também apoiar Alexandre Silveira

Agência O Globo - 13/01/2026
Cotada para o Senado, prefeita de Contagem, Marília Campos, critica indefinição do PT em MG
Marília Campos - Foto: Reprodução / Instagram

No comando da segunda maior cidade governada pelo PT no Brasil, a prefeita de Contagem (MG), Marília Campos, manifestou preocupação com a demora do partido na definição das candidaturas para as eleições deste ano. Em Minas Gerais, segundo maior colégio eleitoral do país, o PT ainda enfrenta impasse na formação da chapa majoritária, sem indicações claras para o governo estadual e para o Senado — vaga disputada por Marília.

“O PT está com uma estratégia eleitoral, na minha opinião, atrasada. E não só para discutir a questão do Senado, como também de todo o processo eleitoral. E isso é uma questão urgente”, afirmou Marília nesta segunda-feira (17), após agenda pública, em entrevista ao jornal O Tempo. “Para que a gente agilize e possa garantir que o processo eleitoral seja o melhor possível.”

Marília Campos tem defendido que, para abrir mão da prefeitura, sua candidatura ao Senado seja a única apoiada pelo PT em Minas Gerais. No entanto, a sigla também considera apoiar o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), para a segunda vaga ao Senado em disputa. Para a disputa ao governo estadual, o partido tem como pré-candidato o vice-governador Matheus Simões, que migrou do Novo para o PSD no fim do ano passado, visando concorrer ao Palácio da Liberdade.

A pré-candidatura de Simões contraria os planos do presidente Lula (PT), que já declarou, em diversas ocasiões, o desejo de ter Rodrigo Pacheco, ex-presidente do Senado, como candidato ao governo de Minas. Em 2023, Pacheco chegou a ser cogitado para a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, mas Lula preferiu indicar o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Como alternativa, caso Pacheco não se filie a outro partido para concorrer, o PT avalia apoiar o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, que se filiou ao PDT no mês passado e pretende disputar novamente o governo estadual — assim como fez em 2022, quando foi derrotado por Romeu Zema (Novo). A aproximação entre Kalil e lideranças petistas vem sendo articulada desde o final do ano passado, com encontros junto ao presidente nacional do PT, Edinho Silva, e à ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann.

No campo da direita, além de Simões, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) também se apresenta como pré-candidato ao governo. Já o PSDB pode lançar o ex-governador Antonio Anastasia, que tem intensificado sua presença em campanhas publicitárias do partido.