Poder e Governo
Zema descarta ser vice de Flávio Bolsonaro e reafirma pré-candidatura à Presidência
Afirmação ocorre após Ciro Nogueira, presidente do PP, sugerir o governador mineiro como vice ideal na chapa bolsonarista
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), descartou nesta segunda-feira (10) a possibilidade de concorrer como vice de Flávio Bolsonaro (PL) na eleição presidencial do próximo ano. Zema reafirmou seu compromisso de seguir como pré-candidato à Presidência, rechaçando especulações levantadas após o presidente nacional do PP, senador Ciro Nogueira (PI), ter declarado ao jornal O Globo que o mineiro seria o “melhor nome” para compor como vice na chapa bolsonarista.
“Eu sou pré-candidato [à Presidência], como já aconteceu o lançamento no ano passado e continuo com a pré-candidatura. Irei até o final”, afirmou Zema à imprensa durante agenda oficial em Minas Gerais nesta manhã.
Na semana passada, Ciro Nogueira destacou que acredita que a eleição será decidida pelo eleitorado indeciso do Sudeste, o que, segundo ele, credenciaria Zema para a vaga de vice, já que o governador pode apresentar resultados de dois mandatos à frente do Executivo mineiro.
O senador também argumentou que Zema possui um “perfil gestor” e poderia ser um contraponto às críticas que Flávio Bolsonaro pode enfrentar por não ter experiência no Poder Executivo. “O melhor vice, na minha opinião, seria o Zema, por ter entregas e experiência. Acho que esta eleição será decidida no Sudeste. Mas não sei se o Zema chega a somar eleitoralmente. Espero que Flávio não cometa o erro que o pai dele cometeu no ano passado, ao escolher Braga Netto para vice, e não a senadora Tereza Cristina (PP-MS)”, disse Ciro.
Zema lançou sua pré-candidatura à Presidência em agosto. No discurso, ressaltou sua trajetória como empresário bem-sucedido, afirmando ser um homem “sem padrinho e sem privilégio”. Criticou o PT, fez menções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e defendeu valores como o liberalismo e a livre iniciativa. Também destacou ações de seu governo em áreas como educação, segurança pública, merenda escolar, contas públicas e infraestrutura.
“Até os 53 anos, minha vida foi empreender, e eu sempre tive aversão à política. Mas, com a crise da Dilma, precisei reduzir o quadro da empresa e aquilo me deixou indignado. Em Minas, foi ainda pior com o governo Pimentel. Foi então que recebi o convite do partido Novo”, relembrou Zema.
Além de Zema, outros governadores alinhados ao bolsonarismo, como Ronaldo Caiado (União-GO) e Ratinho Júnior (PSD-PR), também descartam disputar o Senado e apostam em candidaturas próprias à Presidência. Caso algum deles conquiste o Planalto em outubro, será a primeira vez em 37 anos que um governador vence a eleição presidencial, desde que Fernando Collor, de Alagoas, superou Lula no segundo turno em 1989.
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