Poder e Governo

Ala baiana do governo articula nomeação de chefe jurídico da Petrobras para o Ministério da Justiça

Ex-secretário de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, Lima e Silva é apontado por auxiliares como homem de confiança de Lula

Agência O Globo - 12/01/2026
Ala baiana do governo articula nomeação de chefe jurídico da Petrobras para o Ministério da Justiça
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial - Foto: Nano Banana (Google Imagen)

A ala baiana do governo federal, composta pelo líder do governo no Senado (PT), pelo ministro da Casa Civil e pelo ministro da Comunicação Social, Sidônio Palmeira, atua nos bastidores para indicar Wellington Cesar Lima e Silva, atual advogado-geral da Petrobras, ao comando do Ministério da Justiça e Segurança Pública, em substituição a Ricardo Lewandowski.

A escolha do novo ministro deve ser anunciada ainda nesta semana. Enquanto isso, o secretário executivo Manoel Carlos de Almeida Neto responde interinamente pela pasta.

Segundo integrantes do governo, a movimentação mais intensa em favor de Lima e Silva parte do senador Jaques Wagner. Quando esteve à frente do governo da Bahia, Wagner indicou Lima e Silva para chefiar o Ministério Público Estadual. Já o ministro da Casa Civil e Sidônio Palmeira atuam de maneira mais reservada na articulação.

Ex-secretário de Assuntos Jurídicos (SAJ) da Casa Civil, Lima e Silva é descrito por diferentes colaboradores como pessoa de absoluta confiança do presidente Lula. No Palácio do Planalto, entre janeiro de 2023 e agosto de 2024, ele foi responsável por revisar todos os decretos, portarias e leis do Executivo federal, mantendo contato quase diário com o presidente.

Outros nomes também são cogitados para o Ministério da Justiça. Entre eles, o ministro da Controladoria-Geral da União, Vinicius de Carvalho, próximo ao ministro da Fazenda, e o advogado Marco Aurélio de Carvalho, do Grupo Prerrogativas, ambos defendidos por setores do PT.

Internamente, chegou a ser considerada a transferência do ministro da Educação para a Justiça, devido à sua experiência em segurança pública enquanto governador do Ceará. Em 2020, ele enfrentou uma greve da Polícia Militar que durou 15 dias e resultou no aumento dos índices de violência no estado.