Política
Há mais de um ano, Alfredo Gaspar alertou PF e autoridades de Alagoas sobre investimento do PCC em postos de combustíveis

A luta contra o crime organizado faz parte da atuação do deputado federal Alfredo Gaspar, que tem aprovado leis duras contra as organizações criminosas, como a Lei Antimáfia, e vem denunciando o avanço pelo país. Em 21 agosto de 2024, o parlamentar publicou um vídeo em suas redes sociais alertando a Polícia Federal, a Polícia Civil e a Polícia Militar de Alagoas sobre fortes indícios de que o Primeiro Comando da Capital (PCC) estaria investindo em postos de combustíveis no estado. Um ano depois, a megaoperação deflagrada nesta semana pelo Ministério Público de São Paulo, em conjunto com a Polícia Federal, confirmou o esquema criminoso que já movimentava mais de mil postos de combustíveis em diversos estados brasileiros.
“Já fiz esse alerta há muito tempo. O meu mandato tem sido voltado para o combate ao crime organizado, assim como toda a minha trajetória de trabalho. No Congresso, inclusive, propus a CPI do Crime Organizado, coletei assinaturas e estamos aguardando a instalação. Não tenho apenas levantado a minha voz contra essas organizações criminosas, como tenho aprovado leis duras, como é o caso do Projeto 4120, de minha autoria, com 115 artigos, justamente para dar ao Brasil ferramentas concretas de combate às organizações criminosas que atuam de forma semelhante às máfias internacionais”, explicou.
Para Alfredo Gaspar, os fatos revelados pela investigação paulista comprovam a gravidade de seus alertas. “Na época, muitos não deram importância, mas agora vemos que o crime organizado realmente avançou nesse setor. É urgente que a CPI do Crime Organizado seja instalada e que o Brasil trate com seriedade o combate a máfias como o PCC e o Comando Vermelho, que estão infiltrados em empreendimentos pelo país inteiro”, reforçou.
A operação deflagrada em São Paulo expôs a dimensão da infiltração criminosa: além de movimentar milhões de reais em lavagem de dinheiro por meio de postos de combustíveis, o grupo criminoso usava os empreendimentos para ampliar sua influência econômica e social em várias regiões.
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