Política
Defesas de Bolsonaro admitem derrota iminente no STF em julgamento da tentativa de golpe
Advogados já trabalham com cenário de condenação e planejam recorrer a cortes internacionais após decisão

A quatro dias do início do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), advogados de Jair Bolsonaro e de outros sete acusados pela tentativa de golpe de Estado demonstram pessimismo em relação ao resultado. Em conversas reservadas, integrantes das defesas reconhecem não ver espaço para absolvições e avaliam que a tendência é pela condenação de todos os réus.
Segundo informações divulgadas pelo colunista Bernardo Mello Franco, de O Globo, nem mesmo a possibilidade de um pedido de vista do ministro Luiz Fux — que poderia adiar a conclusão do caso para 2026 — anima os defensores. Para eles, o cenário está consolidado a favor de uma decisão condenatória.
Um dos principais advogados envolvidos no processo afirmou que, após o início das sessões, os últimos recursos internos devem ser julgados em até dois meses. Caso essa previsão se confirme, Bolsonaro e os demais acusados estariam definitivamente condenados até novembro deste ano.
Diante da perspectiva negativa, as defesas já discutem estratégias para levar o caso a cortes internacionais, sendo a Corte Internacional de Justiça, em Haia, a principal alternativa. Os argumentos que devem ser apresentados incluem alegações de cerceamento de defesa e a ausência do duplo grau de jurisdição, já que o processo começou diretamente no STF.
Além de Bolsonaro, respondem no chamado “núcleo 1” da trama golpista: o deputado federal Alexandre Ramagem, ex-diretor-geral da Abin; o almirante Almir Garnier Santos, ex-comandante da Marinha; Anderson Torres, ex-ministro da Justiça; o general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do GSI; o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens da Presidência; o general Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa; e o general da reserva Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa.
O julgamento começa na próxima terça-feira (2) e está previsto para se estender até 12 de setembro. Caso condenado, Bolsonaro pode pegar até 43 anos de prisão.
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