Política
Deputados e comunidade escolar debatem implementação da progressão parcial nos Colégios Tiradentes

Nesta sexta-feira, 29, a Assembleia Legislativa realizou uma sessão especial para discutir a implantação da progressão parcial nos colégios estaduais Tiradentes, em Maceió e Arapiraca. A proposta foi do deputado Delegado Leonam (União Brasil), após manifestações de estudantes, pais e professores preocupados com os impactos da medida na qualidade do ensino das unidades mantidas pela Polícia Militar, reconhecidas pelo alto desempenho no Ideb e no Enem.
A progressão parcial permite que o aluno avance de série mesmo com pendências em algumas disciplinas, desde que as recupere depois. Para os críticos, porém, a medida ameaça o padrão de excelência dos colégios Tiradentes.
Durante a audiência, o deputado Leonam defendeu a manutenção do modelo atual. “O Colégio Tiradentes é reconhecido por sua excelência. Não podemos permitir mudanças que comprometam essa estrutura”, afirmou, criticando ainda a ausência da Secretaria Estadual de Educação. Ele lembrou que a Polícia Militar já divulgou em nota que não haverá alterações, mas cobrou uma posição oficial do Governo.
A deputada Cibele Moura (MDB) também se posicionou contra a medida e destacou ter recebido mães de alunos preocupadas. Ela citou projeto de lei de sua autoria que prevê maior participação da comunidade escolar nas decisões sobre progressão. O deputado Gilvan Barros Filho (MDB) reforçou o alerta e informou que, junto aos deputados Cabo Bebeto (PL) e Ricardo Nezinho (MDB), enviou ofício ao Governo pedindo a manutenção do modelo atual.
Pais e representantes da comunidade escolar também participaram. Rita Pedrosa, integrante da comissão de pais, defendeu a continuidade do sistema vigente. “Não se mexe em time que está ganhando. Os colégios Tiradentes elevam os indicadores educacionais de Alagoas. Essa audiência mostra que estamos preocupados com o futuro dos nossos filhos”. Já Juliana Campos, irmã de uma estudante, apoiou a progressão parcial, alegando que a medida ajuda a respeitar dificuldades individuais dos alunos.
O coordenador do núcleo de proteção coletiva da Defensoria Pública, Othoniel Pinheiro, afirmou que o órgão está avaliando a situação sob o ponto de vista jurídico e ressaltou a necessidade de alinhar a medida com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, as resoluções do Conselho Estadual de Educação e os regimentos internos das unidades escolares.
A audiência evidenciou a forte mobilização em torno do tema e a necessidade de diálogo entre o Governo do Estado, a Secretaria de Educação e a comunidade escolar. Embora uma nota informal da Polícia Militar tenha assegurado a não implementação da progressão parcial nos colégios Tiradentes, a exigência por garantias oficiais e legais permanece como ponto central da pauta. A sessão contou com a presença de professores, pais e mães de alunos, estudantes e dos vereadores por Maceió, Leonardo Dias (PL), Eduardo Canuto (PL) e Jônatas Omena (PL).
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