Alagoas
Polícia Civil desarticula organização criminosa e desmonta fábrica clandestina de anabolizantes

A Polícia Civil de Alagoas deflagrou, na manhã desta sexta-feira (29), a Operação “Farmácia do Crime”, que teve como alvo uma organização criminosa especializada em roubos, falsificação e comercialização de anabolizantes, remédios e canetas emagrecedoras.
De acordo com as investigações, que duraram cerca de 15 dias, a atuação da quadrilha acontecia há mais de um ano. Pelo valor dos produtos e pelo volume de materiais apreendidos, estima-se que a organização criminosa movimentou mais de R$ 1 milhão nesse período.

Dois suspeitos foram presos, entre eles o líder do grupo e um dos responsáveis pela confecção dos materiais falsificados.
A ação foi coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos da Capital (DERC), sob o comando do delegado Thiago Prado, e contou com o apoio do Setor de Planejamento Operacional da PCAL, da Coordenadoria de Recursos Especiais (CORE/DRACCO), da Operação Policial Litorânea Integrada (Oplit) e do Grupamento Aéreo.

Segundo o delegado Thiago Prado, as investigações tiveram início após o registro de roubos de medicamentos controlados e de canetas emagrecedoras em farmácias e transportadoras.
Durante as apurações, a Polícia Civil conseguiu identificar os integrantes do grupo criminoso, com atuação em Rio Largo, e mapear toda a estrutura de funcionamento da organização. A partir dessas informações, foram solicitados seis mandados de busca e apreensão, que resultaram na localização de uma fábrica clandestina.

No local, as equipes policiais encontraram grande quantidade de anabolizantes falsificados, canetas emagrecedoras adulteradas e medicamentos roubados.
Além da fabricação clandestina, foram apreendidas encomendas já embaladas e prontas para serem enviadas a outros estados do país, o que demonstra que o esquema criminoso ultrapassava as fronteiras de Alagoas. Também foi verificado que os insumos químicos utilizados na produção eram adquiridos via Correios, sendo posteriormente manipulados e revendidos de forma ilegal.

Ainda de acordo com o delegado, a organização utilizava pessoas com influência nas redes sociais para divulgar os produtos, o que ampliava o alcance da rede criminosa.
Nesta primeira fase da operação, não foi constatado envolvimento de profissionais de saúde, mas a Polícia Civil continuará as investigações para identificar todos os envolvidos no esquema de fabricação e distribuição clandestina. Diversos produtos químicos sem identificação também foram apreendidos e encaminhados para a Perícia Oficial.
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