Internacional
Proposta de diálogo militar dos EUA esbarra em silêncio de Pequim, relata mídia

O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, propôs uma ligação com seu homólogo chinês após o desfile militar de 3 de setembro em Pequim, marcando os 80 anos do fim da Segunda Guerra.
A proposta da conversa visa retomar o diálogo militar de alto nível entre as duas potências, mas até o momento a China não respondeu oficialmente, segundo a Nikkei Asia.
Se confirmada, essa será a primeira conversa militar direta entre EUA e China no segundo mandato do presidente Donald Trump. No entanto, fontes americanas e chinesas afirmam que Pequim hesita, especialmente após o discurso de Hegseth em maio, no Diálogo de Shangri-La, onde classificou a China como uma "ameaça real e possivelmente iminente", embora tenha dito também: "Não instigaremos nem buscaremos subjugar ou humilhar."
Outro ponto de impasse é sobre quem deve participar da conversa. Os EUA preferem falar com o general Zhang Youxia, vice-presidente do Conselho Militar Central e figura próxima de Xi Jinping. Já a China indica o ministro da Defesa, Dong Jun, que, embora ocupe um cargo formal, não tem autoridade plena sobre o Exército e está fora do núcleo de decisão do Partido Comunista.
Além da chamada telefônica, o Pentágono considera enviar representantes ao Fórum de Xiangshan, principal conferência de segurança da China, prevista para 17 a 19 de setembro. O fórum é visto como uma alternativa chinesa ao Diálogo de Shangri-La e tem foco em aproximar Pequim de países do Sul Global.
"Eles tentam usar o Fórum de Xiangshan para melhorar sua imagem, especialmente no Sul Global," afirmou Michael Chase, ex-subsecretário adjunto de Defesa dos EUA, que participou da edição anterior do fórum.
A participação americana ainda é incerta. Apenas adidos militares dos EUA em Pequim confirmaram presença. O envio de figuras políticas como Alvaro Smith, subsecretário adjunto para China, Taiwan e Mongólia, ainda está em debate dentro do Departamento de Defesa.
Apesar da falta de consenso, retomar o diálogo militar é visto como um passo para reduzir tensões e preparar terreno para um possível encontro entre Trump e Xi até o início de 2026.
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