Internacional
Rússia condena veementemente desejo dos países europeus de restaurar sanções contra Irã sem base legal

A Rússia denuncia a decisão dos países europeus que fazem parte do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) de restaurar as sanções contra o Irã, declarou na sexta-feira (29) o Ministério das Relações Exteriores da Rússia em um comunicado.
O ministério destacou que Moscou apela a Alemanha, França e Reino Unido para que reflitam e revisem as decisões erradas em relação ao Irã antes que elas levem a uma nova tragédia.
"Agindo conscientemente fora do campo legal e incitando outros Estados a adotarem o caminho da arbitrariedade, os países europeus participantes do JCPOA apenas agravam sua situação de infrator, o que é repreensível e inaceitável", ressaltou o ministério.
É destacado que o lado russo distribuiu à Organização das Nações Unidas (ONU) uma análise detalhada com explicações sobre o fundo inadequado e a inconsistência das reivindicações europeias ao "snapback".
A China, lembrou o MRE da Rússia, apresentou um argumento detalhado a esse respeito, o tópico não é novo.
Dessa forma, trata-se de uma tentativa descarada de manipular as disposições da resolução 2231 do Conselho de segurança da ONU por parte dos países europeus participantes do JCPOA.
Além disso, a Rússia apela para que não se permita uma nova escalada em torno do programa nuclear do Irã, pois isso teria graves consequências para a segurança mundial.
Assim, finalizou o ministério, a comunidade internacional deve rejeitar a retomada das sanções contra o Irã, pois não há base legal para o fazer.
Ontem (28), o Reino Unido, a França e a Alemanha notificaram o Conselho de segurança da ONU sobre o lançamento de um mecanismo para restaurar as sanções internacionais contra o Irã, canceladas pelo acordo nuclear de 2015.
Ao mesmo tempo, as sanções não entram em vigor imediatamente, o Conselho de Segurança da ONU deve submeter a votação um projeto de resolução sobre a continuação do término das sanções. Se tal resolução não for aprovada dentro de 30 dias, as sanções serão restauradas.
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