Brasil
R$ 40 bilhões em crédito: BNDES detalha medidas emergenciais para municípios afetados por tarifaço

Ao lado do presidente da Frente Nacional de Prefeitas e Prefeitos, Eduardo Paes, o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, detalhou nesta quinta-feira (28) que os municípios mais atingidos pelo tarifaço dos Estados Unidos vão contar com medidas emergenciais detalhadas pelo Plano Brasil Soberano.
A iniciativa do governo federal, lançada neste mês, prevê R$ 40 bilhões em crédito emergencial garantidas pelo Fundo Garantidor de Exportação (FGE) e por aportes adicionais de outras entidades como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Durante o evento que detalhou as medidas, realizado na sede da instituição no Rio de Janeiro, Aloizio Mercadante explicou que serão disponibilizadas quatro linhas de créditos.
"Os juros para as micro, pequenas e médias empresas é da ordem de 7,19%, ou seja, uma taxa de juros, tirando a inflação, inferior a 3%, para dar uma ideia assim arredondada."
A ideia é apoiar os exportadores, proteger empregos, incentivar investimentos em setores estratégicos e manter a economia girando.
Aqueles que precisarem de capital de giro terão até um ano de carência e outros cinco para quitar as dívidas. Já pra investimentos maiores, o prazo chega a dois anos de carência e sete anos pra quitação.
Participaram do evento prefeitos dos municípios exportadores mais afetados pelas tarifas de 50% impostas pela Casa Branca, como Niterói, Petrópolis, Campinas, São José dos Campos, Franca, Piracicaba, Juiz de Fora, Juazeiro, Camaçari, Petrolina, Araguaína e Cachoeiro de Itapemirim.
Eduardo Paes, presente na função de presidente da Frente Nacional de Prefeitos, destacou como as tarifa dos Estados Unidos afetaram municípios com economias tão díspares.
Petrolina e as demais cidades do Vale do São Francisco são os maiores exportadores de produtos tropicais do Brasil, como manga e uva. Já Franca é um pólo brasileiro de manufaturados. "São duas situações bastante diferentes", resumiu Paes.
As sobretaxas de 50% começaram a valer neste mês e colocaram os produtos brasileiros entre os mais taxados do mundo. Segundo um estudo do BNDES, as tarifas podem cortar mais de 300 mil empregos no Brasil em áreas ligadas à exportação para os EUA.
Por Sputinik Brasil
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