Economia
Bolsas da Europa fecham em queda com temores sobre tarifas comerciais dos EUA

As bolsas da Europa fecharam o pregão em queda nesta quarta-feira, 2, com o mercado financeiro demonstrando cautela antes do anúncio das tarifas recíprocas prometidas pelo presidente dos EUA, Donald Trump.
Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,30%, para 8.608,48 pontos. O DAX, de Frankfurt, recuou 0,66%, fechando em 22.390,84 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, registrou queda de 0,22%, encerrando a sessão em 7.858,83 pontos. Em Madri, o Ibex 35 teve alta de 0,40%, a 13.350,20 pontos, e o PSI 20, de Lisboa, avançou 0,11%, para 6.958,00 pontos. Já o FTSE MIB, de Milão, recuou 0,27, fechando em 38.454,20 pontos. As cotações são preliminares.
O índice de saúde do Stoxx 600 chegou a cair mais de 2% durante o pregão, atingindo seu menor nível desde 20 de dezembro, à medida que diminuíam as esperanças de isenção tarifária nos EUA para o setor farmacêutico. No entanto, o indicador reduziu as perdas e fechou em queda de 1,67%. A Roche e a Sanofi perderam 1,92% e 1,59%, respectivamente.
Para Kathleen Brooks, da XTB, o Reino Unido pode estar em uma posição mais favorável para negociar com os EUA. "Se a economia britânica conseguir garantir tarifas mais baixas do que a União Europeia, empresas como GSK, Smith & Nephew e AstraZeneca podem ser algumas das principais beneficiadas", disse.
A presidente do BCE, Christine Lagarde, alertou para os possíveis impactos negativos das tarifas, como a complicação dos fluxos comerciais e o aumento da volatilidade nos mercados. Já a França aguarda um anúncio sobre tarifas de 20% a 25% para produtos europeus, o que pode gerar "grande desordem econômica".
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que o país está "preparado para todas as eventualidades" diante da esperada imposição de tarifas. Já o dirigente do Banco Central Europeu (BCE), Olli Rehn, alertou que o protecionismo comercial representa um grande risco para a perspectiva econômica da região.
Diante desse cenário, a União Europeia está preparando um pacote de medidas emergenciais para apoiar setores da economia que possam ser mais afetados pelas tarifas impostas por Trump. Segundo análise da Pantheon Macro, a incerteza econômica pode levar o BCE a pausar o ciclo de cortes de juros em abril.
No setor bancário, o Crédit Agricole recebeu autorização do BCE para ampliar sua participação no banco italiano BPM. Após a notícia, as ações do Crédit Agricole subiram 0,15% em Paris, enquanto os papéis do BPM ganharam 0,15% em Milão.
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