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Val Kilmer, astro de “Top Gun” e “Batman Eternamente”, morre aos 65 anos

O ator norte-americano Val Kilmer, ícone do cinema dos anos 1980 e 1990, faleceu nesta terça-feira (1º), aos 65 anos, em Los Angeles. A informação foi confirmada pelo jornal The New York Times, que atribui a morte a complicações respiratórias. Kilmer lutava há anos contra problemas de saúde decorrentes de um câncer de garganta, que lhe tirou a voz e o afastou parcialmente da vida pública.
Com uma carreira marcada por papéis intensos e carisma magnético, Kilmer entrou para a história do cinema com personagens como o “Iceman” de Top Gun (1986), rival de Tom Cruise, e como o Cavaleiro das Trevas em Batman Eternamente (1995). O ator também protagonizou interpretações memoráveis como o músico Jim Morrison em The Doors (1991) e Doc Holliday em Tombstone (1993).
Kilmer foi um dos astros mais disputados de Hollywood nos anos 1990. Seu rosto estampava pôsteres em todo o mundo, e sua presença em filmes garantia bilheteria. Mas seu temperamento reservado e sua busca por papéis desafiadores, muitas vezes fora do circuito comercial, também o afastaram dos grandes estúdios.
Em 2015, sua vida mudou radicalmente após o diagnóstico de câncer. Submetido a traqueotomias e tratamentos agressivos, Kilmer perdeu a capacidade de falar com fluidez, mas não a paixão pela arte. Em 2021, lançou o documentário autobiográfico Val, onde revelou a trajetória de altos e baixos em Hollywood e o impacto da doença em sua vida pessoal.
Em 2022, surpreendeu o público ao retornar ao papel de Iceman em Top Gun: Maverick, dividindo a tela com Tom Cruise em uma participação curta, porém comovente. A tecnologia de inteligência artificial foi usada para reconstruir digitalmente sua voz — uma prova da reverência que a indústria ainda lhe devotava.
Val Kilmer deixa dois filhos, Mercedes e Jack, frutos do casamento com a atriz Joanne Whalley. Além de seu legado cinematográfico, deixa uma trajetória marcada pela ousadia artística, pela resistência diante da dor e pela fidelidade à sua própria visão do ofício de ator.
Nos cinemas, Val era muitas vezes o herói relutante, o anti-herói enigmático, o rebelde com alma de artista. Na vida real, foi tudo isso — e mais.
Hollywood perde um talento raro. O mundo, um artista insubstituível.
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