Internacional
Auxiliares veem cálculo de Lula para elevar pressão sobre Israel com declaração sobre o Holocausto
Ministro que esteve com o presidente nesta segunda-feira disse que não há nenhuma chance de retratação
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Auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Planalto e no Itamaraty avaliam que o mandatário buscou elevar a pressão internacional sobre Israel ao dar a declaração que compara a ofensiva do país em Gaza com o Holocausto. Há uma preocupação do brasileiro com a já anunciada intenção dos israelenses de intensificar os ataques em Rafah, na fronteira com o Egito.
Um integrante do governo afirma que a fala de Lula “não foi um deslize”. Um ministro que esteve com o presidente na manhã desta segunda-feira disse que não há nenhuma chance de retratação. O entendimento é que o brasileiro tem concepções muito firmes sobre o que está acontecendo em Gaza e acredita que a situação para a população palestina vai piorar com a ofensiva terrestre sobre Rafah.
Assessores do Ministério das Relações dizem, com base em informações repassadas pela ONU, que o ataque será brutal e deve acabar com as condições de vida na região. O momento do conflito no Oriente Médio é considerado chave.
A declaração do ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, de que Lula é "persona non grata" no país até que peça desculpas, foi considerada no Itamaraty como uma tentativa de tirar o foco dos ataques contra Rafah. Há ainda a avaliação que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu usa todos os artifícios para tentar unificar a sociedade israelense.
Como resposta à fala de Lula, o governo de Israel também mudou o protocolo para encontros com diplomatas e representantes de nações estrangeiras e resolveu fazer a reunião para tratar do assunto com o embaixador do Brasil em Israel no museu do Holocausto, em Jerusalém. Normalmente, o encontro aconteceria no Ministério das Relações Exteriores.
As declarações de Lula foram feitas durante entrevista a jornalistas no hotel em que ele estava hospedado em Adis Abeba, capital da Etiópia. Lula foi convidado para discursar, no último sábado, na sessão de abertura da cúpula da União Africana. Ele também teve reuniões bilaterais com líderes do continente e com o primeiro-ministro da Autoridade Palestina, Mohammad Shtayyeh. No encontro, ele criticou tanto Israel quanto o Hamas.
No sábado, Lula afirmou que o momento é “propício” para se resgatar tradições humanistas e que isso implica condenar as agressões dos dois lados no conflito entre Israel e Hamas. O presidente disse que o fim da guerra no Oriente Médio passa pela criação de um Estado Palestino “livre e soberano, reconhecido como membro pleno da ONU”.
O clima no Itamaraty é de preocupação. Um diplomata comentou que a exposição de Frederico Meyer no Museu do Holocausto foi desnecessária, por causa de uma declaração "desastrosa" de Lula.
Um interlocutor do Itamaraty disse que Lula caiu em uma "armadilha", ao fazer a declaração, e o cenário é bastante complicado. Isto porque o presidente, como disse o premier israelense, banalizou o Holocausto e, assim, o extermínio de cerca de 6 milhões de judeus, grande parte em campos de concentração nazista.
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