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Juros fecham em baixa com varejo fraco e entrevista de Ilan ao Broadcast
Os juros futuros confirmaram no fechamento da sessão regular o movimento de baixa que conduziu as taxas desde a abertura nesta quarta-feira, 13. A trajetória foi atribuída aos dados fracos das vendas do varejo e a declarações do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, dadas com exclusividade ao Broadcast, sistema fechado de notícias em tempo real do Grupo Estado. Também contribuiu para o alívio a alta hospitalar do presidente da República, Jair Bolsonaro, o que anima os investidores quanto ao avanço na tramitação da reforma da Previdência.
Com isso, o mercado de juros esteve o dia todo descolado da pressão vista no câmbio e que levou o dólar, nas máximas, a romper os R$ 3,76. Na última hora, a moeda desacelerou um pouco a alta, enquanto o Ibovespa oscilou entre os terrenos positivo e negativo.
No fim da sessão regular, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,415% (mínima), de 6,480% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 caiu de 7,162% para 7,06%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 8,18%, de 8,252%. A taxa do DI para janeiro de 2025 recuou de 8,762% para 8,72%.
Em dezembro, as vendas do varejo restrito recuaram 2,2% ante novembro, muito abaixo do piso das estimativas coletadas pelo Projeções Broadcast, de -1,7%. No varejo ampliado, a queda foi de 1,7%, exatamente o piso das previsões.
Com isso, várias instituições colocaram um viés de baixa em seus prognósticos para o PIB de 2018, como por exemplo a Necton Investimentos e o Banco Safra. A fraqueza da atividade reforça ainda mais a percepção de que a Selic deve permanecer em 6,50% por um longo período, como havia indicado a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), enfraquecendo a possibilidade de um aperto.
Contudo, alguns players não descartam a hipótese de uma nova queda da taxas, especialmente se avançar a reforma da Previdência.
O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, em entrevista exclusiva ao Broadcast, afirmou nesta quarta-feira que o momento atual é de desafio fiscal “relevante” e que, por isso, o BC precisa ser mais cauteloso ao testar novas mínimas. “Por mais que ele tenha mencionado cautela, a leitura é que ele não descartou novos cortes”, disse um gestor.
Autor: Denise Abarca
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