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Reeducandos aproveitam oportunidades de trabalho para mudar de vida


Nas oficinas de costura, serigrafia, cozinha e lavanderia, os apenados têm a chance de aprender uma profissão e recomeçar a vida (Foto: Jorge Santos)
O trabalho é um importante vetor para promover a dignidade e evitar a ociosidade dos internos que cumprem pena no Presídio do Agreste, localizado no município de Girau do Ponciano, a 151 quilômetros de Maceió. Nos próximos dias, os reeducandos ganharão mais uma oportunidade para desenvolver um ofício dentro da unidade.
Além das atividades ofertadas nas oficinas de costura, serigrafia, cozinha e lavanderia, os apenados irão trabalhar na padaria-escola, após receber a qualificação do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac). Além dessas ações, existem trabalhos esporádicos na manutenção e pintura do presídio, com os internos que foram qualificados nos cursos de pedreiros e encanadores, no ano passado.
O coordenador operacional da Reviver Administração Prisional Privada Ltda., Luís Silva de Jesus, lembra que é feita uma seleção para escolha dos trabalhadores “Aqueles que obedecem as normas estipuladas pela chefia da unidade têm preferência para ocupar as vagas ofertadas. Lembrando que os trabalhos ocorrem sob orientação e monitoramento dos servidores”.
O apenado Fábio Liberato da Silva, que presta serviços na cozinha, afirma que seu bom comportamento e desejo de trabalhar foram determinantes para conseguir uma oportunidade. “Minha vida mudou. Além da ocupação, a renda obtida por meio do trabalho (¾ do salário mínimo) ajuda a custear as despesas da minha família nos dia de visita e reduzir a minha pena”.
O chefe do Presídio do Agreste, Rodrigo de Lima e Silva, afirma que há oportunidade para quem deseja mudar de vida. “Temos dezenas de internos trabalhando de segunda a sábado, nos dois horários. Eles são supervisionados, recebem material para trabalhar e têm a pena remida, conforme prevê a lei. Uma grande chance de recomeçar a vida com dignidade”.
Inaugurado em novembro de 2013, o Presídio do Agreste é administrado por um modelo de co-gestão entre a Secretaria da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) e a Reviver Administração Prisional Privada Ltda. Atualmente, a unidade conta com 769 internos.
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