Cidades
Instituto identifica surdo preso em Pernambuco há quatro anos

O ano era 2009, um homem invade uma casa no Jardim Atlântico, Olinda, Estado de Pernambuco, e quando está roubando objetos, a dona da casa chega, é rendida e ameaçada por três horas com uma faca. Quando tentava fugir, o acusado foi preso em flagrante, e logo em seguida julgado e condenado pela justiça pernambucana.
O esclarecimento total do crime ganhou uma grande repercussão e destaque na mídia, não só pela violência como foi cometido, mais por outro detalhe, o acusado era surdo e analfabeto. Não falava a linguagem dos sinais, não sabia seu sobrenome nem explicar de onde vinha, qual era seu endereço ou da sua família.
No presídio, o surdo ganhou o codinome “Jorge”, inclusive tatuado na sua pele, pelos companheiros de cela. Desde então, um mistério foi criado em torno da identidade do jovem. Autoridades, integrantes da OAB e a sociedade do Estado vizinho se perguntavam quem era “Jorge”, que atualmente cumpria pena em regime aberto.
O fim desse enigma em torno de sua vida, filiação, seu local de origem e seu verdadeiro nome, e que vinha desafiando durante quatro anos o poder público, foi desvendado na tarde desta terça-feira, pelo Instituto de Identificação de Alagoas. Através do exame nas digitais do jovem, papiloscopistas da Força Nacional, lotados no órgão alagoano, conseguiram identificá-lo.
Trata-se de Marcos Marques dos Santos, filho de Djalma Amaro dos santos e Marlene Marques Maria, de 26 anos, nascido em Porto de Pedras/AL, e com residência no Conjunto Residencial Cabo Luiz Pedro V, no bairro de Chã da Jaqueira, em Maceió. Esse grande feito foi conseguido graças aos esforços da equipe e da técnica empregada na identificação humana.
O laudo foi entregue ao próprio Marcos Marques, que esteve no Instituto de Identificação de Alagoas para agradecer pessoalmente sua identificação. Também estiveram presentes para agradecer os esforços positivos desenvolvidos pelos profissionais da papiloscopista a advogada Ana Borges, Clovis Farias, da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, além da representante da empresa Softec, que está ensinando a linguagem de Libras a Marcos.
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