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Americanos vão agilizar entrada de brasileiros nos EUA
O embaixador norte-americano no Brasil, Thomas Shannon, apresentou nesta segunda-feira (26), em São Paulo, um programa que deve desburocratizar a entrada de brasileiros na chegada aos Estados Unidos. Assim que for implementado, o Global Entry possibilitará a brasileiros que ofereçam baixo risco — ou sejam, que não tenham antecedentes criminais, entre outros requerimentos –que entrem em 20 aeroportos americanos sem precisar passar pelo guichê de controle de passaporte.
Para isso, o viajante terá de se inscrever no programa, pagar US$ 100 e passar por uma rigorosa checagem de dados, feita em acordo com a Polícia Federal do Brasil. Uma vez aprovado, assim que chegar aos Estados Unidos, o passageiro irá passar por um quiosque automatizado localizado antes da área de imigração, para que apresente as digitais, passaporte e declaração à alfândega.
A embaixada americana ainda não fez o lançamento do programa porque falta uma assinatura de acordo com o governo brasileiro, algo que deverá ser feito até junho.
Segundo o embaixador, o Global Entry deve agilizar e facilidar a passagem de brasileiros pelos aeroportos americanos.
"Isso vai melhorar a experiência de quem viaja aos EUA com muita frequência. A relação entre os EUA e Brasil é uma das mais importantes para o século 21. Nosso desejo é o de procurar maneiras de aprofundar essas relações. Como governo, nossa missão é a de facilitar e agilizar nossas relações", afirmou Shannon.
De acordo com Jaime Ramsey, adido de alfândega e proteção de fronteiras, assim que for implantado, o Global Entry entrará na fase de "projeto-piloto", que durará cerca de um ano e meio. Durante esse período, somente 150 passageiros participarão do programa.
Após esse prazo, outros 1.500 viajantes serão inscritos. Depois dessa fase piloto, o Global Entry será aberto para todos os brasileiros.
Ramsey afirmou que o programa não é destinado a todas pessoas que desejam viajar aos Estados Unidos. "Não é atrativo para famílias que viajam uma vez por ano para ir à Disney, por exemplo. É preciso pagar US$ 100, não reembolsáveis, [e é] válido por cinco anos. O Global Entry é destinado ao viajante frequente, tais como membros da imprensa, funcionários de agências de viagens, empresas aéreas e executivos", afirmou. "Ao fim do período piloto, turistas poderão se inscrever, caso julguem vantajoso para eles", completou.
A expectativa do governo americano é a de que o Brasil lance um programa similar para atender a viajantes norte-americanos.
"Seria bom ter um Global Entry brasileiro na Copa e nas Olimpíadas, por exemplo", disse Ramsey.
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