Internacional
Governo da Itália prorroga desoneração de combustíveis por guerra no Irã
No entanto o tamanho do corte do imposto sobre a gasolina ficou menor
O governo da Itália aprovou nesta quinta-feira (30) a prorrogação da desoneração no imposto de consumo sobre os combustíveis, com o objetivo de conter os efeitos do choque energético deflagrado pela guerra de Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Em vigor desde 18 de março, a medida expiraria nesta sexta-feira (1º), mas, diante da manutenção do bloqueio no Estreito de Ormuz, rota crucial para o escoamento da produção de petróleo e gás do Golfo Pérsico, o gabinete de Giorgia Meloni decidiu estender o corte tributário por mais três semanas.
Para o diesel, a desoneração do imposto de consumo foi mantida em 20 centavos por litro, mas, para a gasolina, o governo diminuiu o corte de 20 para cinco centavos por litro.
"Tem uma desproporção importante entre o aumento do diesel e o da gasolina nas últimas semanas. A gasolina subiu 6%, e o diesel, 24%", justificou Meloni em coletiva de imprensa.
Desde o início da guerra no Irã, os preços do petróleo e do gás natural nos mercados internacionais dispararam, o que se refletiu nas bombas de postos de combustível em diversos países da Europa, inclusive na Itália.
Os efeitos do conflito também já são sentidos na economia do "Belpaese", que mostrou desaceleração e cresceu apenas 0,2% no primeiro trimestre, em relação aos três meses anteriores, e na inflação, que acelerou e fechou abril em 2,8%, na comparação com igual período do ano passado.
O governo Meloni tem pressionado a União Europeia a relaxar suas rígidas regras fiscais, que impõem limites de 3% e 60% do produto interno bruto (PIB) ao déficit fiscal e à dívida pública, respectivamente, mas Bruxelas já deixou claro que não há uma crise generalizada que justifique uma flexibilização.
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